[[legacy_image_26427]] A pandemia de coronavírus traz preocupações para o elenco santista. Na tarde desta sexta-feira (13), em entrevista coletiva, Jobson admitiu que, diante dos diversos eventos esportivos suspensos mundo afora, não dá para achar que no Brasil as coisas estão normais. Ele entende que o ideal seria paralisar o Campeonato Paulista. “Essa questão pegou todo mundo e não podemos ser os únicos a achar que as coisas estão normais e sob controle. A partir do momento em que especialistas acham que por enquanto dá para jogar com portões fechados, vamos jogar. Eu tenho filha em casa, a preocupação é maior. Procuro me cuidar e cuidar da minha esposa para que dentro da minha casa não afete em nada”, disse o camisa 8 do Peixe, cuja filha tem 1 ano e quatro meses e a mulher está grávida de um menino. “Cancelamento (do Campeonato Paulista) talvez seja o que mais debatemos. Acompanhei alguns programas antes do treino. Abrir o estádio dá gasto, e não vai ter torcedor para bancar quem trabalha. A paralisação talvez seja o correto, mas não cabe a mim ter que dizer se deve parar ou não”, acrescentou. Enquanto a Federação Paulista de Futebol não para, as equipes disputarão as partidas sem torcida. E, segundo Jobson, isso deixa os confrontos com “clima de velório”. “Sem torcida, perde um pouco da essência. Somos apaixonados por futebol. Torcedores deixam de fazer muita coisa para estar no estádio. Ir sem torcida, mesmo com muita gente vendo pela televisão, deixa o cenário triste. Portões fechados dificultam o espetáculo, fica um ambiente de velório ao invés de clima festivo. Mas é melhor a saúde de todos do que corrermos risco”, finaliza o jogador. Neste sábado (14), às 19 horas, o Santos enfrenta o São Paulo no Morumbi fechado para os torcedores.