[[legacy_image_304616]] A reação do Santos no Campeonato Brasileiro passou pela recuperação do time em todos os setores do campo. Com média de menos de um gol feito por jogo antes de o técnico Marcelo Fernandes assumir, o Peixe balançou as redes oito vezes nas últimas três partidas. E a defesa, que tinha média de mais de dois gols sofridos a cada 90 minutos, reduziu o índice para um por rodada. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Nesse combo, o zagueiro Joaquim, de 24 anos, tem dupla e importante função: defendendo no esquema de três zagueiros e se destacando na frente como homem-surpresa. Foram três assistências para gols decisivos contra Bahia e Palmeiras, que fizeram o time somar pontos importantes na classificação. Com 1,87m de altura, Joaquim não sabe o quanto consegue saltar, mas a boa impulsão chamou a atenção de Fernandes nos treinamentos no CT Rei Pelé, que passou a ensaiar as jogadas de bola parada com a participação do zagueiro. E o resultado não poderia ser melhor. Contra o Bahia, na estreia do então interino no comando, Joaquim deu duas assistências de cabeça para os gols de Marcos Leonardo e Julio Furch, na virada santista por 2 a 1 na Arena Fonte Nova. Na última rodada, no clássico diante do Palmeiras na Arena Barueri, o Peixe perdia por 1 a 0 quando, no final do primeiro tempo, após cobrança de escanteio, Joaquim raspou de cabeça e Tomás Rincón empatou. A virada alvinegra viria na etapa final, enterrando um incômodo tabu de quatro anos sem derrotar o rival. O resultado manteve o time fora da zona de rebaixamento e ratificou a ascensão no Brasleirão, dando confiança ao elenco. “O Marcelo sabe dessa qualidade minha no jogo aéreo. Contra o Bahia, ele quis explorar isso e graças a Deus a gente treinou e eu pude dar duas assistências. O Marcelo vem ajudando bastante a gente, não só nisso, mas no dia a dia”, diz Joaquim, que não treinava jogadas ofensivas com Odair Hellmann, Paulo Turra e Diego Aguirre, técnicos que passaram pela Vila Belmiro este ano. O camisa 28 do Peixe espera que com os ensaios no ataque, ele também possa voltar a balançar as redes. Em 28 jogos pelo Santos, o zagueiro marcou apenas um gol, na vitória por 1 a 0 sobre o Ceilândia, na primeira fase da Copa do Brasil. Volta por cimaNo clube desde fevereiro, quando o Santos comprou 60% dos seus direitos federativos junto ao Cuiabá, por 3 milhões de euros (cerca de R\$ 16,5 milhões à época), Joaquim não consegue explicar por que o time acumulou eliminações e maus resultados com os antigos treinadores. “Difícil falar no que não deu certo. As coisas não aconteceram de um modo geral, infelizmente, e a direção optou por não dar sequência com eles. Estamos conseguindo dar a volta por cima com o Marcelo, um cara que tem identidade com o Santos, sabe a história do clube e as coisas internas. Tenho certeza que vamos sair de perto da zona (de rebaixamento) o mais rápido possível”. Para Joaquim, o jogo coletivo nas últimas três rodadas foi fundamental para a equipe encontrar o equilíbrio. Com uma defesa mais segura e um ataque efetivo, o time reagiu no campeonato em um momento crítico, após a derrota para o Cruzeiro por 3 a 0, na Vila Belmiro, que provocou a demissão de Aguirre. [[legacy_image_304617]] Pés no chãoApesar de se manter há duas rodadas fora da zona da degola, Marcelo Fernandes tem cobrado foco da equipe. Ele não quer que os jogadores se empolguem com a sequência positiva, já que a distância para a parte pantanosa da tabela é de apenas três pontos. A diretriz do técnico, segundo Joaquim, é seguida à risca pelo elenco. “A gente estava num momento muito delicado, essas três vitórias foram muito importantes pra sequência no campeonato. Só que não conquistamos nada, apenas foi um grande passo pra sair daquela situação. Cada jogo vai ser uma final, uma guerra, pra que a gente possa conseguir mais pontos possíveis e sair de vez dessa situação”. Segundo o zagueiro, os jogadores não conversam sobre a pontuação necessária para evitar o inédito e vexatório descenso. O foco, como tem frisado o treinador, é jogo a jogo. Joaquim também se esquiva em projetar o que o Santos almeja no Brasileirão, quando conseguir uma folga confortável de pontos, acima da zona de risco de rebaixamento. “A gente não pode ficar traçando metas, a gente tem pensar no jogo a jogo. O próximo jogo (contra o Red Bull Bragantino, quinta-feira, às 20 horas, na Vila Belmiro) tem que pensar em ganhar para fazer o máximo de pontos. E no final do campeonato a gente vê o que a gente conquistou, aonde a gente chegou”. Elo com a torcidaDepois de passar por momentos tensos no ano, como a conversa cara a cara com integrantes de torcidas organizadas no CT Rei Pelé e os incidentes na derrota para o Corinthians na Vila, em junho, quando torcedores lançaram rojões e sinalizadores no gramado, o elenco vive em lua de mel com os santistas. O apoio, mesmo quando a equipe estava atolada na zona da degola, foi fundamental, segundo o zagueiro. “Quando a gente estava jogando sem torcedor (na Vila), perdemos um pouco de força. E para os adversários, jogar na Vila é muito difícil. Essa força que eles vêm nos dando está sendo muito importante, seja nas viagens, às vezes no aeroporto, ou antes dos jogos, no corredor de fogo. É algo que eles estão fazendo e tem grande importância na nossa situação”.