[[legacy_image_63262]] O tempo passa e a disputa pela meta santista segue acirrada entre João Paulo e John. Com dois jogos cada um na atual temporada, tudo leva a crer que nem mesmo o técnico Ariel Holan saiba ainda quem ficará à frente das traves alvinegras. Essa saudável competição entre eles, aliás, é uma das mais interessantes dos últimos 20 anos no clube. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Com mais espaço e sequência desde a saída de Everson para o Atlético-MG, no ano passado, João Paulo e John têm 38 jogos e 39 gols sofridos, e 18 jogos e 26 gols, respectivamente, com a camisa alvinegra. Considerando as duas partidas disputadas por cada um na temporada, João Paulo foi vazado em duas oportunidades, enquanto John por cinco vezes, sendo quatro só contra o São Paulo, na derrota por 4 a 0. "Acredito na evolução de cada jogador. Faz poucos dias que estou no comando e vou dando oportunidades", desconversa Holan sobre o titular. Disputas entre goleiros João Paulo e John protagonizam uma das disputas mais equilibradas pela vaga dos últimos anos. Em 2019, quando Jorge Sampaoli pediu a contratação de Everson, do Ceará, para concorrer com Vanderlei, ídolo da torcida, a maioria da torcida viu isso como desnecessário. Contudo, sob o argumento de que precisava de alguém que tivesse facilidade para trabalhar com os pés, o argentino sequer abriu espaço para dúvidas, decretando que Everson seria o titular. Vanderlei praticamente não jogou mais até se transferir para o Grêmio, já em 2020. Outra boa disputa ocorreu em 2002. Titular, Fábio Costa sofreu uma lesão que o tirou de toda a fase de classificação do Brasileiro. Em seu lugar entrou Júlio Sérgio. Contudo, recuperado, Fábio ficou à disposição do técnico Leão para os mata-matas e foi decisivo na final contra o Corinthians. Mudanças de rota Em 2004, depois de Fábio Costa se transferir para o Corinthians e com Júlio Sérgio em baixa, além de enfrentar uma lesão, o Santos apostou em Doni, que tinha vindo do Timão, e no chileno Tapia. Mas nenhum dos dois se firmou. O técnico Vanderlei Luxemburgo então entregou a posição a Mauro, que terminou campeão brasileiro. Em 2010 foi a vez de Rafael brilhar. Reserva de Felipe na conquista do Paulista e na maior parte da Copa do Brasil, ele recebeu a primeira chance no início do Brasileiro após o concorrente falhar seguidamente e não saiu mais. Foi titular na final da Copa do Brasil daquele mesmo ano, quando o Santos se consagrou campeão, e depois ganhou a Libertadores de 2011.