[[legacy_image_234341]] Autor de mais de 1,2 mil gols, tricampeão mundial pela seleção brasileira, bimundial pelo Santos e Rei do Futebol. Para o público, Pelé. Mas para a irmã, Edson, ou melhor, Dico. Em entrevista para A Tribuna, Maria Lúcia Nascimento diz que o Atleta do Século 20 nos deixou em paz. “Ele estava tranquilo, graças a Deus, acho que sabendo do processo, da caminhada dele”. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Pouco antes da morte de Pelé nesta quinta-feira (29), ela visitou o Rei do Futebol no Hospital Albert Einstein junto com sua filha e seu marido. “A gente estava sempre se falando, no aniversário dele estávamos todos juntos e quarta-feira passada estive com ele no hospital. Foi muito bom que a gente pôde estar junto por algumas horas”, afirma. Para a Reportagem, Lúcia revelou a última conversa com o Rei. “Falei: ‘logo eu volto’. E ele disse: ‘tá bom’. Então falei: ‘fica com Deus’ e ele respondeu: ‘obrigado, vai com Deus’. Foi assim a última vez que eu falei com meu irmão”. Lutando contra um câncer no cólon desde o ano passado, o Rei do Futebol teve ‘o tempo de Deus’ para partir. Isso é o que crê a irmã. “Todos nós vamos um dia, mas ele teve o tempo de Deus para que quando fosse, fosse tranquilo e em paz, junto com os filhos e os netos”. “Quando Deus chama, a gente deve estar preparado para dizer: chegou a minha hora”, enfatiza. Infância Aos 78 anos, Maria Lúcia é a caçula da família. Para ela, não há palavras que descrevam como é ser irmã de Pelé. “Primeiramente sou irmã do Edson, Edson querido, de uma família unida. Ser irmã do Pelé é inexplicável, porque ele foi escolhido por Deus para representar o Pelé aqui na Terra”, declara. Nascida em São Lourenço (MG), ela lembra que Pelé é conhecido como ‘Dico’ na família. “Minha avó paterna Ambrosina que deu esse apelido”. Lúcia ainda conta que cresceu com os irmãos em Bauru (SP), rodeada de amigos. “Tivemos uma infância muito feliz, graças a Deus uma família unida, com muito respeito um pelo outro e uma educação que poucos tiveram”, ressalta. De acordo com Lúcia, os pais Celeste e Dondinho jamais brigaram ou discutiram na frente dos filhos. A irmã relembra que a paixão do Atleta do Século 20 pelo futebol é de infância. “Pelé levado, sempre estava na rua, jogando bola no campinho”, afirma. Apesar de não ser muito ligada ao mundo futebolístico quando criança, ela diz que a família sempre acompanhou o Rei na carreira. “Na Copa de 1958 eu estava com 13 anos e foi quando fui sentir o movimento dele nessa fase de jogador, que realmente nasceu pra isso”. Dona CelesteLúcia se mudou para Santos no início da década de 1960, onde mora até hoje com a mãe Celeste Arantes. Questionada sobre como a matriarca recebeu a notícia da partida do filho, ela revelou para a Reportagem que a mãe não está a par da situação. [[legacy_image_234342]] “Minha mãe fez 100 anos e não está totalmente lúcida. Ligavam (do hospital) para ela falar um pouquinho com ele (Pelé), mas não está a par (da morte)”, finaliza.