[[legacy_image_265499]] Ainda é muito cedo, mas o início ruim do Santos no Brasileirão confirma a desconfiança de grande parte da torcida, que teme ver o time lutar contra o rebaixamento pelo terceiro ano consecutivo. Com apenas 4 pontos em quatro rodadas, na 14ª posição, só um ponto acima da zona da degola, o Alvinegro tem um jogo chave contra o Bahia nesta quarta (10), às 19 horas, na Vila Belmiro. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Reabilitação é a palavra de ordem para um time que perdeu dois dos quatro jogos no Nacional, empatou outro e venceu uma partida. Além da irregularidade, a ineficiência ofensiva e seguidas falhas defensivas, que causaram derrotas nos últimos dois jogos, contra Newell’s Old Boys, na Copa Sul-Americana, e Cruzeiro, no Brasileirão, deixam o torcedor com a pulga atrás da orelha. A campanha deste ano repete a de 2021, quando a equipe também terminou a quarta rodada com a mesma pontuação, 4, e a 14ª posição na tabela. Naquele início de Brasileirão, o técnico era Fernando Diniz, que hoje faz sucesso no Fluminense, mas à época, no Peixe, caiu após apenas quatro meses de trabalho. Em 27 jogos, foram 10 vitórias, 7 empates e 10 derrotas, 45,6% de aproveitamento. Diniz, que substituíra o argentino Ariel Holán, foi o segundo técnico contratado na gestão Andres Rueda. Com a sua demissão, Fábio Carille assumiu o comando do time e conseguiu fazer o Santos se distanciar da zona de descenso. Neste trabalho de recuperação, o Peixe fechou o Brasileirão sem maiores sustos, na 10ª posição. Gangorra Nas temporadas 2020 e 2022, o desempenho santista foi melhor nas quatro rodadas iniciais. Foram 7 pontos conquistados, com duas vitórias, um empate e uma derrota, fechando o período na 6ª posição. Ao contrário de 2020, em que o Alvinegro, do então técnico Cuca, terminou o campeonato na 8ª colocação, com 54 pontos, a temporada passada causou momentos de tensão na torcida. Sob o comando de Fabián Bustos, o time começou bem o Brasileirão, mas a queda de rendimento durante a competição e a eliminação vexatória para o Deportivo Táchira, nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, na Vila Belmiro, causaram a demissão do argentino. Outro que deixou o Santos em curto período de tempo (pouco mais de quatro meses), marca registrada da atual gestão, com 29 partidas, 8 vitórias, 12 empates e 9 derrotas, 42,8% de aproveitamento Saiu Bustos, entrou Lisca para uma passagem relâmpago pela Vila Belmiro. Foram só oito jogos, com duas vitórias, três empates, três derrotas e um futebol abaixo da crítica e aproveitamento ruim de 37,5%. Na reta final do Brasileirão, com o interino Orlando Ribeiro, da equipe sub-20, no comando, o Alvinegro, entre altos e baixos, encerrou a campanha em 12º lugar, com 47 pontos. Nesta temporada, Odair Hellmann, que assumiu o clube no final do ano passado. já se viu pressionado em vários momentos. Após a eliminação na primeira fase do Paulistão, muitos torcedores e conselheiros do clube pediram a demissão do treinador, que segue prestigiado pelo presidente Andres Rueda. O desempenho do time sob seu comando segue sem empolgar o torcedor. Até agora, em 23 jogos, foram 9 vitórias, 7 empates e 7 derrotas, aproveitamento de quase 50%, melhor do que os seus antecessores, mas ainda longe de dissipar as nuvens carregadas que pairam sobre a Vila Belmiro.