[[legacy_image_287968]] O Santos apresenta às 9 horas desta sexta (11), na Vila Belmiro, o novo coordenador esportivo do clube, Alexandre Gallo. A escolha do dirigente para integrar a "força-tarefa" montada para livrar o Alvinegro do rebaixamento, vai preencher não apenas a vaga deixada por Falcão, que pediu demissão na semana passada. Servirá também para ter no cargo um profissional identificado com o clube. Durante a interminável crise vivida pelo Peixe na temporada, com resultados vexatórios, eliminações precoces e turbulências no elenco, não foram poucas as vezes em que os torcedores se manifestaram, especialmente nas redes sociais, contra a presença de Falcão. Além do ex-jogador ter ligações históricas com o Internacional, a falta de experiência para dirigir o departamento de futebol também jogava contra o ‘Rei de Roma’, que ainda fez seu nome no clube italiano. Gallo, por sua vez, também não tem muita bagagem no novo posto que ocupará na Vila. Ele só cumpriu a função no Atlético-MG, entre dezembro de 2017 a outubro de 2018. De lá para cá foram três passagens-relâmpago como técnico de times modestos: Botafogo-SP, Santa Cruz e Londrina. Se falta experiência no cargo ao novo coordenador, pesa a favor de Gallo a ligação com o Santos em seu currículo. Como jogador, de 1992 a 1996, ele foi vice-campeão brasileiro de 1995, no memorável time santista, que tinha Giovanni como craque e Gallo, atuando como capitão e xerife no meio-campo. Em 2005, ano em que começou a carreira de técnico, o Santos foi o segundo time comandado por Gallo, que ficou à frente da equipe durante seis meses. Esse histórico, como atleta e treinador, foi suficiente para que o nome do profissional ganhasse força para assumir a função. ‘Homem forte’ Normalmente, os clubes têm em seus quadros o chamado executivo de futebol, o homem forte que toma decisões ligadas ao elenco profissional. Contratações, demissões, avaliações e decisões cabem geralmente aos executivos. Na gestão de Andres Rueda, porém, as constantes idas e vindas de dirigentes e técnicos no Santos fizeram com que o cargo de executivo fosse “extinto” após a saída de Edu Dracena, em julho, e a demissão de Newton Drummond, o Chumbinho, em setembro, ambos no ano passado. O termo ‘executivo’, de acordo com o presidente santista, sugeriria mais status e poder ao profissional, e o nome do posto mudou para ‘coordenador esportivo’. Função que Falcão foi o primeiro a assumir. E o primeiro a deixar. [[legacy_image_287969]] Bombeiro Como a janela de transferências foi encerrada no último dia 2, Alexandre Gallo não terá como principal meta a busca de reforços. A não ser que o Santos decida investir em jogadores livres no mercado, caso o técnico Diego Aguirre solicite, ou se Marcos Leonardo for negociado com a Roma. A prioridade de Gallo será fazer o meio-campo entre o elenco e a diretoria, aparando arestas e minimizando turbulências. Tudo o que o Santos precisa, junto com a formação de um time competitivo, sob o comando de Diego Aguirre, para livrar o clube de um inédito e vergonhoso rebaixamento. Nesta missão, Gallo contará com o apoio do recontratado Marcelo Fernandes, que voltou a fazer parte da comissão técnica fixa santista nesta quarta (9). Fernandes, também ex-jogador e ex-técnico do Alvinegro, já ocupou o posto, mas havia deixado o clube em comum acordo, em julho do ano passado. O bom trânsito com o atual elenco jogou a favor de sua recontratação.