[[legacy_image_298031]] O técnico interino Marcelo Fernandes disse, na coletiva após a vitória de virada sobre o Bahia em Salvador, na noite desta segunda (18), que não se importa se será mantido no cargo. Ele dedicou a vitória ao ex-técnico Diego Aguirre e sua comissão técnica, se colocou à disposição para ajudar o clube em qualquer posição e destacou a atitude dos jogadores na vitória, fundamental no início do processo de recuperação no Campeonato Brasileiro. “Essa vitória representou o que trabalhamos esses dias. Foi uma situação difícil a saída do professor Aguirre. Tivemos que levantar o moral da molecada, eles entenderam, estudamos muito o Bahia e vimos o que era melhor para a gente nesse momento. Além de buscar a vitória, precisávamos de consistência. Agora a gente mostra que o Santos tá vivo. O Santos é uma equipe guerreira, gigante”, frisou. Marcelo Fernandes destacou o bom volume de jogo do time, que criou várias chances de gol durante a partida, e aprovou o sistema 3-5-2, que deu mais consistência defensiva e melhor articulação ao até então inofensivo ataque santista. “A estratégia foi montada, eles entenderam o que pretendíamos pelo estudo em cima do Bahia. A vitória foi o mais importante nisso tudo. Lógico que erros vão acontecer, mas vejo muitas virtudes no nosso time hoje”. Questionado sobre a possibilidade de ser mantido no cargo, Fernandes foi direto. “O que foi tratado comigo pela diretoria e com nosso executivo de futebol (Gallo) é que eu viria aqui como interino. Isso é absolutamente normal para mim. Nós estamos aqui para ajudar o Santos. Para mim é indiferente a posição que eu tiver. Onde estiver, eu vou dar tudo que tenho para conseguir o melhor para esse clube que eu tanto amo”. Este foi o 15º jogo de Marcelo Fernandes como interino na gestão de Andres Rueda, desde janeiro de 2021. O retrospecto do time sob o comando dele mostra sete vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Outras aspas de Marcelo Fernandes: Importância da vitória “Essa molecada que está aí dentro é uma coisa impressionante. Antes de voltar para o clube, via os jogos e achava que havia alguma coisa acontecendo. Tomava gol e abaixava a cabeça. Era só mesmo aqui (na cabeça). Não tinha ninguém treinando sem vontade. Quando voltei ao clube eu vi tudo isso. Essa vitória representou o que trabalhamos esses dias todos. O jogo do Cruzeiro praticamente todo mundo já tinha jogado a toalha. Agora a gente mostra que o Santos tá vivo. O Santos é uma equipe guerreira, gigante. A molecada aí dentro merece muito. Principalmente a nossa torcida, que nunca nos abandonou, sempre esteve do nosso lado. Dedico essa vitória a eles. Sempre estiveram do nosso lado, estão firme no propósito e a gente vai lutar até o fim. Pode ter certeza”. Número de finalizações “Já vínhamos trabalhando. Até com o professor Aguirre. Temos que ter essa consciência. Principalmente o Jean Lucas, o Lucas Lima por dentro do campo, eles têm que na construção, no meio de campo, no segundo terço do campo, construir o jogo. Jogar em dois ou três toques no máximo. E finalizar a jogada. O Marcos Leonardo teve uma jogada no segundo tempo por dentro que, se ele chuta de bico, de repente ele ia fazer o gol. Pedimos para finalizar a jogada. Trabalhamos isso bastante. Pedi para que eles finalizassem. Se for gol, a gente comemora. Se for fora, nós nos postamos e arrumamos a marcação. É mérito deles. Eles entenderam. A vitória tem uma representatividade muito grande”. Efetivação? “O que foi tratado comigo pela diretoria e com nosso executivo de futebol é que eu viria aqui como interino. Isso é absolutamente normal para mim. Sabemos o que o clube pensa para essas próximas rodadas. Nós estamos aqui para ajudar o Santos. Eu falo sempre isso. Para mim, é indiferente a posição que eu tiver. Onde estiver, eu vou dar tudo que tenho para conseguir o melhor para esse clube que eu tanto amo. A conversa foi bem clara, bem justa e bem objetiva. É isso que está acontecendo”.