[[legacy_image_234984]] Ex-companheiros de Pelé no Santos, Manoel Maria, Clodoaldo, Abel e Lima foram até a Vila Belmiro para prestar a última homenagem ao Rei do Futebol nesta segunda-feira (2). Campeões com o atleta do Século 20, eles lembraram de momentos marcantes e da amizade de décadas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Melhor amigo de Pelé, Manoel Maria chegou ao velório por volta das 10h. Uniformizado com a camisa do Peixe, ele entrou pelo acesso do Salão de Mármore e seguiu para o centro do campo, onde está o caixão. Muito emocionado, ele foi recebido pelo filho do Rei, Edinho. "Mamá", como era chamado pelo Rei, esteve no Hospital Israelita Albert Einstein há cerca de 15 dias, onde teve o último contato com o maior jogador de todos os tempos. Tricampeão mundial em 1970Clodoaldo relembrou dos sete anos jogando dentro do Santos ao lado de Pelé e mais alguns na Seleção. "Fui campeão do mundo com o Rei do Futebol. Na minha visão, o Pelé atingiu seu máximo como atleta e foi a maior participação de qualquer jogador que possa participar de uma Copa do Mundo. Ele foi perfeito, completo". [[legacy_image_234985]] Para o amigo do Rei, o principal legado deixado por ele é o da simplicidade. "As vaidades quando atingem o futebol, atrapalham. E o Pelé ajudou muito nesse sentido, porque sempre manteve sua humildade. Isso é uma coisa que vai ficar como legado que o Rei deixa para o esporte". Também parceiro de Pelé no Peixe, Abel Verônico ressalta que o futebol que o Rei nos proporcionou tornou a cidade de Santos mais conhecida no mundo. "O Santos Futebol Clube se tornou um dos maiores de todos os tempos. Em dez anos conquistou oito títulos, só no Paulista". Companheiro de quarto de Pelé por mais tempo no Peixe, Lima chegou ao clube com 17 anos de idade e conta que dividiu por anos o mesmo quarto de uma pensão, que ficava na Rua Euclides da Cunha, com Pelé. "Me largaram essa bomba, eu e mais sete jogadores", brincou. "As recordações que a gente tem são muito boas. Além da obrigação e responsabilidade, havia muita amizade. Até antes dele falecer, sempre houve muita amizade. Vamos sentir muita falta dele". Lima lembra que Pelé chegou para mostrar que a idade não significa nada na hora de jogar. "Precisava ter condição. E graças a Deus teve alguém que trouxe ele para o Santos. Então ficou fácil para ele no Santos, ficou fácil para ele na Seleção Brasileira, ficou fácil para ele em tudo". Histórico Edson Arantes do Nascimento, conhecido mundialmente como Pelé e Rei do Futebol, morreu na tarde da última quinta-feira (29), após um mês internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O maior jogador de todos os tempos lutava contra um câncer de cólon e teve falência múltipla dos órgãos. Aberto ao público, o velório acontece na Vila Belmiro até terça-feira (3), quando o corpo será sepultado no Memorial Necrópole Ecumênica, no Mausoléu de Pelé, local que ficará no primeiro andar e passará a ser um ponto turístico para Santos. LEIA MAIS Água, pipoca e refrigerante: ambulantes pegam carona na aura de Pelé para faturar em Santos 'Carregado' por Edinho, caixão de Pelé é posicionado no gramado da Vila Belmiro em Santos Neymar, Silvio Santos e autoridades enviam coroas de flores para despedida de Pelé em Santos Camelô leva 'estoque' de camisas do Pelé para velório do Rei do Futebol em Santos Na fila para velório em Santos, homem das reformas de Pelé lembra serviços: 'Tinha gente com ciúme' Corintiano 'veste' família de Brasil para se despedir de Pelé em Santos: "Patrimônio da humanidade" Fãs de Pelé dormem na fila em frente à Vila Belmiro para o último adeus ao Rei Acompanhado da PM e bombeiros, corpo de Pelé chega à Vila Belmiro durante a madrugada em Santos Velório de Pelé: moradores e visitantes aguardam para o adeus ao Rei do Futebol Pintor da Capital chega 16 horas antes à Vila Belmiro para acompanhar velório de Pelé