[[legacy_image_293135]] O lateral-direito Júnior Caiçara não escondeu a emoção ao ser apresentado oficialmente pelo Santos na tarde desta quarta (30) na Vila Belmiro. Em alguns momentos da entrevista, ele chorou ao confirmar a realização do sonho de defender o clube do coração. “Estou muito feliz. Dá até vontade de chorar hoje aqui, porque eu vivi minha vida inteira fora do Brasil. Vestir essa camisa significa muito pra mim, pra minha mãe, pro meu pai, pros meus irmãos. Tenho certeza que tá todo mundo muito feliz. Queria agradecer o torcedor pela recepção calorosa, me receberam muito bem”, disse Caiçara. Nascido em Santos e com raízes familiares na Baixada Santista, Caiçara destacou a felicidade de realizar não apenas o seu desejo, mas de toda a família. E falou do compromisso em responder às expectativas da torcida, apreensiva pelo mau momento do time, que ocupa a zona de rebaixamento há quatro rodadas no Brasileirão. “É um clube que eu sempre sonhei em jogar. Sou daqui, cresci aqui. Meus parentes todos são daqui. E vestir essa camisa aqui significa muito. Não só para mim, mas para qualquer jogador. Quem veste essa camisa tem de se emocionar. É uma camisa pesada, grande. Eu só tenho que trabalhar muito e tentar dar resultado dentro de campo, porque o torcedor não merece estar passando por esse momento. O choro é um pouco de cada coisa”, reconheceu. Carreira fora do Brasil Depois de começar a jogar em São Vicente, o lateral de 34 anos foi cedo para a Europa. Em 2010, aos 21 anos, ele deixou o Santo André para a primeira experiência no futebol europeu, jogando pelo Gil Vicente, de Portugal. Em 2012 foi vendido ao Ludogorets, da Búlgaria, onde ficou até 2015. Do futebol búlgaro, Caiçara foi negociado com o Schalke 04, da Alemanha. Foram duas temporadas no clube alemão da cidade de Gelsenkirchen, de onde se transferiu para o Istanbul Basaksehir, em 2017, clube que defendeu até fevereiro deste ano. [[legacy_image_293136]] Lesão superada Sem atuar desde que deixou o time turco, Caiçara vinha tratando de uma lesão no tendão, que ele garante estar curada. “Eu tive uma microcirurgia no tendão que necessitava fazer. Eu vinha jogando com dor e optei por fazer a cirurgia. Fiquei um tempo longo parado, mas sempre me preparando. Trabalhei para estar pronto para esse momento. Espero estar no meu melhor nível e corresponder a expectativa do torcedor”. Submetido a uma bateria de testes no Santos antes do anúncio de sua contratação, no dia 21 de agosto, o lateral disse que está à disposição do técnico Diego Aguirre para estrear no jogo deste domingo (3), às 18h30, na Arena Independência, contra o América-MG. “Fiz várias ressonâncias, viram que eu não tinha nenhum problema e que estou apto a jogar. Fiz um trabalho na esteira para ver minha frequência cardíaca. Acho que acabei surpreendendo o pessoal da fisiologia, disseram que eu estava muito bem”.