[[legacy_image_238958]] Na estreia no Paulistão e na primeira vez em campo após a morte de Pelé, o Santos venceu, de virada, o Mirassol por 2 a 1, na noite deste sábado (14), na Vila Belmiro. O próximo desafio do Peixe no Estadual será diante do Guarani, quarta-feira, às 21h35, no Brinco de Ouro, em Campinas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O Santos não vencia em uma estreia de Paulistão desde a edição de 2019, quando o time era comandado por Jorge Sampaoli e bateu a Ferroviária por 1 a 0, na Vila Belmiro. A partida foi a primeira de Odair Hellmann no comando do Peixe, que escalou três dos cinco contratados para a temporada: o lateral-direito João Lucas, o meia Dodi e o atacante Stiven Mendoza. Antes do pontapé inicial, a emoção tomou conta da Vila Belmiro. As homenagens a Pelé dominaram a cena. Edu, Lima, Clodoaldo e Manoel Maria, companheiros do Rei dentro e fora de campo, integraram a homenagem, indo até o centro do gramado. Manoel Maria levou uma coroa e a colocou sobre um trono. Em campo, luzes e fotos lembravam de Pelé. Na partida, os jogadores do Santos usaram um uniforme totalmente especial: o número de cada um resultava em 10. Por sua vez, o Mirassol colocou Pelé nas camisas de seus atletas. Quando os nomes dos atletas do Peixe foram anunciados pelo sistema de som, a torcida entrou na brincadeira e gritou o número mágico, resolvendo cada “conta”. Logo abaixo da numeração, uma mensagem de agradecimento ao Rei (Obrigado, Pelé) foi colocada em diversos idiomas. Márcia Aoki, viúva de Pelé, acompanhou a partida em um dos camarotes do estádio ao lado do presidente Andrés Rueda. O jogo No primeiro tempo, o Mirassol queria fazer a sua própria festa e pressionou o Santos com muita organização tática, bom toque de bola e chances perigosas. Com Soteldo, o 10 da noite, passando a abrir pela esquerda e o estreante Mendoza indo para o meio, o Peixe começou a ter mais rapidez em seus ataques. No entanto, isso não foi suficiente. O time do Interior abriu o placar aos 26 minutos, com um chute de longe de Danielzinho. A bola quicou na frente de João Paulo e traiu o goleiro santista: 1 a 0. Logo após uma bola na trave em chute desviado de Lucas Pires, o VAR agiu e o árbitro Luiz Flávio de Oliveira marcou pênalti: Negueba abriu o braço direito em cruzamento de Soteldo, aos 40. Dois minutos depois, Marcos Leonardo cobrou no canto esquerdo, deslocando César e empatando. Na comemoração, soco no ar e faixa na testa em que se lia 'Pelé Eterno'. Na etapa final, o Santos melhorou e o Mirassol sofreu porque o técnico Ricardo Catalá teve que fazer as cinco alterações, incluindo a do goleiro César, por contusão. E Lucas Ramon jogou sem condições plenas justamente pela impossibilidade de substituição. Ainda assim, o time do Interior seguiu oferecendo perigo para o Peixe. O goleiro João Paulo espalmou a tentativa de Zé Mateus, que estava cara a cara com ele, aos 35. Quatro minutos depois, Lucas Barbosa, que entrou no segundo tempo em lugar do apagado Ângelo, chutou cruzado, mas a bola saiu. A torcida santista pensou que comemoraria com outro gol de pênalti, desta vez em Marcos Leonardo, aos 45. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira chegou a marcar, mas voltou atrás três minutos depois, ao ver as imagens do VAR. No lance seguinte, aos 49, Soteldo novamente justificou a 10 e cruzou com perfeição para Lucas Braga - substituto de Mendoza na etapa final - concluir e definir a vitória santista de virada: 2 a 1. O atacante Marcos Leonardo ainda teve outra chance de ampliar para o Santos, novamente de pênalti, mas o goleiro Arthur defendeu.