[[legacy_image_315329]] A Tribuna publica nesta quarta (29) a terceira entrevista da série com os candidatos a presidente do Santos que concorrerão nas eleições de 9 de dezembro. A Chapa 3, Renova Santos, é encabeçada pelo empresário Rodrigo Marino, que tem o também empresário Clóvis Cimino como vice-presidente. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Ricardo Agostinho, da Chapa 1, e Wladimir Mattos, da Chapa 2, Juntos pelo Santos FC, foram os primeiros entrevistados. Os dois outros candidatos que concorrem à direção do clube no triênio 2024-2026 terão as suas propostas publicadas nesta quinta (30) e sexta (1º). Por que o senhor acredita que tem as credenciais para ser presidente do Santos?Porque eu tenho um conhecimento profundo do Santos, já ocupei por cinco vezes em gestões consecutivas o cargo de conselheiro do clube. Já presidi comissões no Conselho Deliberativo, uma delas a que aprovou o voto on-line. Já fui membro da Comissão Fiscal; já tive cargo no Executivo do clube, ocupei o Conselho Gestor por seis meses, tempo suficiente para aprender o que deveria fazer quando assumisse a cadeira de presidente, mas também, o que não deveria fazer. Enfim, conheço todas as áreas do clube. Unindo esse conhecimento que eu tenho do Santos com o meu conhecimento acadêmico e profissional – tenho curso de Administração de Empresas com MBA de Gestão Estratégica de Negócios, e trabalho em uma multinacional de transporte de valores ocupando altos cargos de liderança e de gestão de pessoas. Toda essa experiência somada me dá total segurança e tranquilidade e posso responder com enorme certeza de que tenho todas as credenciais para ser o próximo presidente do Santos. Quais serão as três prioridades de sua gestão e por quê?Peço licença para falar quatro prioridades. A primeira é montar um time competitivo, forte, com jogadores talentosos, competente o bastante para ser campeão já no Campeonato Paulista de 2024. Segunda: encaminhar ao Conselho Deliberativo um pedido do fim do Comitê de Gestão, porque está provado que não é um modelo de gestão no Santos. Já está há 14 anos e não funcionou. Vou pedir a volta do presidencialismo, no qual o presidente pode ser responsabilizado por seus atos. Terceira: categoria de base. Iremos construir uma estrutura de formação e desenvolvimento dos Meninos da Vila buscando potencializar novos raios. Além disso, iremos trabalhar a metodologia da categoria de base, na qual vamos dar prioridade à formação dos atletas e não aos resultados imediatos de campo. A nossa intenção é implantar uma filosofia pela qual o atleta chegue aos 17 anos para explodir no time profissional. Quarta: programa Sócio Rei. Vamos remodelar o programa, corrigindo os problemas atuais, ampliando as parcerias e incorporando benefícios que vão muito além de simples descontos. Novidades que farão valer a pena ser associado do clube. O projeto da nova Vila foi aprovado e o contrato assinado, mas não há previsão de início das obras. Qual a sua posição sobre o projeto e o que fará para acelerar o andamento?O projeto está assinado entre o Santos e a WTorre, e a nossa ideia é nos inteirarmos de todos os detalhes do projeto no dia 2 de janeiro. Ato contínuo, iremos dar celeridade na captação de recursos, que é o próximo passo para a construção da arena. O nosso objetivo é construir a arena, sim, e o mais rápido possível. Uma vez iniciada a obra da nova Vila, em qual estádio (ou estádios) o Santos vai mandar os seus jogos?Após iniciadas as obras na Vila Belmiro iremos jogar no Pacaembu. O Pacaembu não vai estar pronto no início do ano, mas as obras da nova Vila também não terão início em janeiro. Eu entendo que as obras na Vila Belmiro irão se iniciar no mesmo momento em que o Pacaembu já estará pronto e liberado. O clube discute há anos a necessidade de um CT moderno para a base, que nunca saiu do papel. Qual é o seu projeto para a base?O projeto inicial é a construção de uma estrutura de desenvolvimento e formação para os Meninos da Vila. Será no próprio CT Rei Pelé. E faremos também a revitalização do CT Meninos da Vila, contemplando uma reforma dos dois campos, montagem de vestiários, uma obra moderna, de primeiro mundo. E a construção da estrutura será totalmente no CT Rei Pelé, uma área de 1.800 metros quadrados, estrutura que foi classificada como de nível europeu pelo pentacampeão Roberto Carlos. O craque, depois de assistir ao filme do projeto, se responsabilizou pelo investimento, tamanho o grau de admiração pelo que lhe foi apresentado. Como avalia o atual elenco do Santos? Como pretende reforçar a equipe uma vez que a situação financeira não permite grandes investimentos?Hoje, o elenco do Santos possui uma qualidade técnica baixa, mas com a chegada do Pituca em janeiro irá ganhar mais corpo, teremos um meio campo e um ataque que irão se entrosar, mas iremos precisar de dois bons zagueiros e dois bons laterais e um meia armador. Junto com Jean Lucas, Tomás Rincón, Soteldo, Marcos Leonardo e Pituca, o time tem toda condição de lutar de igual para igual e conquistar o título paulista. E como faremos isso? Simples: através de contatos que já temos com empresários do mundo do futebol e que já estão dispostos a trazerem esses jogadores diferenciados e talentosos para jogar no Santos. A comissão técnica e a coordenação de futebol atuais serão mantidas em sua gestão?Eu entendo que o trabalho do Gallo e do Marcelo Fernandes é incontestável. Eles apresentam números excelentes, têm 66% de aproveitamento desde que assumiram o clube. Devemos lembrar que esse é um resultado que colocaria o Santos nas primeiras colocações deste Campeonato Brasileiro. Diante desses resultados, os dois têm que ser muito bem considerados e avaliados, sim, no momento defendo a permanência deles para a continuidade do trabalho. Eles só não irão permanecer no clube caso não queiram. Quais os planos para o futebol feminino do Santos?O futebol feminino do Santos obteve melhores resultados do que a categoria de base e muito melhores do que o futebol profissional masculino. Diante desse quadro promissor, o futebol feminino precisa de uns dois ou três reforços, o que representará um investimento muito baixo para conseguirmos altos resultados. Eu tenho certeza de que seremos campeões nessa categoria com apenas essas primeiras medidas, senão vejamos: o Santos chegou às quartas de finais, semifinais e até finais. Não conseguimos o título porque está faltando esses reforços. E para que o futebol feminino possa continuar crescendo, também temos planos para um CT exclusivo para as Sereias. O senhor é favorável à continuidade do Comitê de Gestão? Como dinamizar e potencializar a tomada de decisões no clube?Sou radicalmente contrário à continuidade do Comitê de Gestão e é uma das nossas prioridades encaminhar ao Conselho Deliberativo a extinção imediata do Comitê de Gestão, que se mostrou ineficaz desde o seu início. Qual a sua opinião sobre a SAF? É a melhor saída para o Santos voltar a ser competitivo ou há outro caminho que possa fazer o clube retomar o protagonismo no Brasil?A SAF é uma tendência, todavia, nenhum modelo de SAF implantado em clubes nacionais, como Cruzeiro e Bahia, me agradou. Os clubes foram vendidos por um preço muito aquém do real valor. E com o Santos teriam que ter uma oferta do valor da história grandiosa do clube. E é por isso que eu penso em outro modelo, que só traria prosperidade ao Santos: o contrato de parceria. O clube poderia fazer uma parceria com a QSI (fundo de investimento), pela qual poderia entrar nos cofres do Santos um investimento na ordem de R\$ 1 bilhão sem vender o clube, que é o maior patrimônio do associado. O clube não teria um dono, ele continuaria sendo do torcedor.