[[legacy_image_314811]] A Tribuna inicia nesta segunda (27)a série de entrevistas com os candidatos a presidente do Santos que concorrerão nas eleições do dia 9 de dezembro. Até sexta (1º), os representantes das cinco chapas terão o mesmo espaço para responder às principais questões a respeito de seus projetos para o presente e o futuro do clube. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Seguindo a ordem de inscrição das chapas, o primeiro pleiteante ao cargo máximo do Alvinegro é o empresário Ricardo Agostinho, que concorre à presidência pela segunda vez e tem Ivan Luduvice Cunha como candidato a vice-presidente na Chapa 1. Nas eleições de 2020, Agostinho foi o terceiro colocado. Por que o senhor acredita que possui as credenciais necessárias para ser presidente do Santos?O Santos é minha vida, meu maior amor. O atual presidente afirma que quem assume essa cadeira é ladrão ou louco, uma visão de quem não tem amor pela instituição. Sem amor, torna-se impossível ser presidente de um clube como o Santos. Todos os casos de sucesso no futebol brasileiro têm em comum um presidente que ama a instituição, como Marcelo Paz no Fortaleza e Mário Celso Petraglia no Athletico Paranaense. No entanto, amor por si só não resolve. Também me preparei para a presidência do Santos, trabalhando incansavelmente por um ano para viabilizar o início do meu mandato. Lancei minha campanha em agosto, quando todos previam o rebaixamento do clube. Aqui, temos coragem, amor e, acima de tudo, competência para gerir o maior clube do mundo. Quais serão as três prioridades de sua gestão e por quê?O Santos é um clube de futebol, e a prioridade é ser campeão, revelar craques, gerar novos sócios, conquistar novos torcedores e fazer o clube crescer ainda mais. O projeto da Nova Vila foi aprovado, e o contrato foi assinado, mas não há previsão para o início das obras. Qual é a sua posição sobre o projeto, e o que fará para acelerar o andamento?98% dos sócios aprovaram o novo projeto. Cabe ao novo presidente executá-lo, e assim farei. No entanto, é necessário obter informações sobre o contrato com a WTorre, que até hoje permanece um mistério. Uma vez iniciada a obra da Nova Vila, em qual estádio (ou estádios) o Santos mandará seus jogos?No Pacaembu. Foi lá que lancei minha campanha, e é lá que o Santos voltará a ser campeão. O clube discute há anos a necessidade de um CT moderno para a base, que nunca saiu do papel. Qual é o seu projeto para a base?Reestruturar. Inclusive, há espaço físico para ampliações e melhorias tanto no CT Rei Pelé quanto no CT Meninos da Vila. O custo para construir um núcleo que qualificará nosso trabalho está estimado em R\$ 9 milhões, um valor irrisório comparado ao orçamento do Santos Futebol Clube. Como avalia o atual elenco do Santos? Como pretende reforçar a equipe, uma vez que a situação financeira não permite grandes investimentos?Quem disse que não podemos fazer investimentos? Na atual temporada, o Santos foi o quarto clube que mais gastou nas janelas de transferências. Montamos uma equipe para ser campeã, mas compramos gato por lebre. Com um departamento de futebol profissional competente, temos tudo para tornar o Santos vencedor. A comissão técnica e a coordenação de futebol atuais serão mantidas em sua gestão?Vamos discutir isso após o final do campeonato. Quais são os planos para o futebol feminino do Santos?A primeira etapa envolve a ampliação das instalações existentes no CT Rei Pelé e no CT Meninos da Vila, com um investimento estimado em R\$ 9 milhões. Além disso, estamos em diálogo com as prefeituras de São Vicente e Cubatão, buscando a criação de dois novos núcleos. Um desses núcleos será dedicado exclusivamente às Sereias da Vila, algo pioneiro no Brasil, com a construção de dois campos de futebol e um miniestádio destinado à base. Essas melhorias podem ser concretizadas no próximo triênio, oferecendo condições ainda melhores para a nossa categoria de base e para o futebol feminino, que tanto nos enche de orgulho. O senhor é favorável à continuidade do Comitê de Gestão? Como dinamizar e potencializar a tomada de decisões no clube?Fui o único candidato a apresentar os membros do meu Comitê de Gestão. Todos estão cientes de que o comitê vai acabar, e proporemos ao conselho o seu fim no início do mandato. Qual é a sua opinião sobre a SAF? É a melhor saída para o Santos voltar a ser competitivo, ou há outro caminho que possa fazer o clube retomar o protagonismo no Brasil?Sou a favor. Contratamos a Bridge Sports Capital para implementar o projeto Santos World Football, que quebrará todos os paradigmas do futebol brasileiro. A Santos World Football destaca-se entre outras SAFs por duas razões distintas: primeiro, devido a cláusulas contratuais, o investidor está obrigado a respeitar que o Santos não se torne um mero satélite de outro clube. Em segundo lugar, a marca tem o potencial de ser franqueada a outros investidores em diversos países, abrindo portas para a expansão internacional, mantendo nossa identidade e independência intactas.