[[legacy_image_133790]] Com menos de dois meses no comando do Departamento de Futebol do Santos, Edu Dracena já viveu dias intensos. Após a sua chegada à Vila Belmiro, o Peixe evitou a queda à Série B do Campeonato Brasileiro e agora se movimenta pensando na construção do elenco para a temporada 2022. Em visita à sede de A Tribuna, nesta terça-feira (14), o dirigente alvinegro fez um balanço desse período inicial no clube e afirmou que tem tido poucas horas de sono por conta do foco na próxima temporada. "Faço um balanço positivo desse começo. A gente não ganha e nem perde sozinho. É um conjunto de fatores que faz a equipe chegar às vitórias. E esses fatores, no caso, foram confiança nos atletas, no potencial deles, falar sempre a verdade e deixar bem claro o que está acontecendo no clube. Não fui eu que consegui tirar (o time da zona de rebaixamento). Foram eles (jogadores) e a comissão técnica. Só vim aqui, como falei para os atletas, para lutar junto com o elenco de igual para igual com qualquer time que fosse. Acho que eles compraram essa briga. Quando você chega e, num primeiro momento, ganha um jogo como ganhamos do Fluminense, traz uma confiança. Aquilo mostrou para todo mundo que dava para sair daquela situação delicada. Quando conversávamos, falava: 'Fomos nós que colocamos o Santos nessa situação, então seremos nós que vamos que tirar'. No fim tudo deu certo", disse. Na visão de Dracena, o momento determinante para que o Santos começasse a se ver livre do fantasma do rebaixamento no Brasileirão foi a vitória por 1 a 0 sobre o Athletico-PR, na Arena da Baixada, pela 29ª rodada da competição. "Aquele ali foi um jogo atípico. Nós fizemos um gol e depois a bola não quis entrar. O Athletico-PR perdeu um gol incrível. Ali, com certeza, falei que os momentos de dificuldades estavam perto do fim. Ninguém imaginava que o Santos iria ganhar aquela partida por conta do momento dos dois times, na ocasião, e porque fazia muito tempo que o Santos não vencia um jogo na Arena da Baixada. Apesar disso, falei para os jogadores que há tempos eu não perdia ali, fosse como jogador ou dirigente. Pedi para eles terem confiança porque arrancaríamos, no mínimo, um empate. No final foi melhor do que isso. Veio uma vitória como aquela e viramos a chave". Apesar da alegria de ter tirado o Santos da parte de baixo do Brasileirão, Edu Dracena sabe que o seu trabalho no clube está apenas começando. "Estou vivendo intensamente esse momento. Às vezes, acordo de madrugada, começo a pensar e não durmo mais. Penso no que posso fazer e naquilo que está ao meu alcance. Começo a fazer planos, imaginar. Sabemos o momento que o clube está vivendo financeiramente, que é delicado. Temos que tentar alternativas para tirar o time dessa situação. Montar um time competitivo para não passar sustos como foi nesse ano. No Paulista brigamos até a última rodada. No Campeonato Brasileiro, por mais que tenhamos ficado em décimo, chegar ali foi o resultado de lutas muito grandes. Tenho muito trabalho e muita coisa para fazer, mas vai requerer tempo. É trabalho de formiguinha", explicou ele. Pé no chão, Dracena, diferentemente da torcida, salienta que para o bem do clube a péssima temporada 2021 não pode ser esquecida, para que os erros não sejam repetidos. "O clube não está nessa situação por causa de um momento único. Foram vários momentos. Para você tentar mudar isso não é da noite para o dia e não são meses. Serão anos! Clubes como Atlético-MG, Palmeiras e Flamengo passaram por essas dificuldades e, com exceção do Flamengo, os outros foram rebaixados. Graças a Deus o Santos não precisou cair para a segunda divisão para ressurgir. Esse ano não é para esquecer. É para ficar na memória de todos, para não acontecer novamente. Quem trabalha no Santos tem que se sentir importante e fazer o melhor para reerguer o clube. Todos precisam remar para o mesmo lado sem individualismo ou interesses pessoais", finalizou.