[[legacy_image_261082]] Dois jogos do Santos no Brasileirão de 2022 estão sendo investigados sob suspeita de manipulação na Operação Penalidade Máxima, do Ministério Público de Goiás. Em coletiva realizada na tarde desta terça (18), em Goiânia, os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) citaram as partidas Santos x Avaí, no dia 5 de novembro, e Botafogo x Santos, no dia 10 de novembro passado. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Na rodada dos dias 5 e 6 de novembro, uma das partidas suspeitas de manipulação, de eventos relacionados às partidas, é Santos contra o Avaí, com suspeita de tentativa de cooptação de atleta para tomar cartão amarelo, atleta do Santos. O que não necessariamente quer dizer que o atleta de fato tenha cometido ou tenha praticado a punição para o qual foi oferecido o valor financeiro para tanto”, frisou o promotor Fernando Sesconetto, do MP-GO. Segundo o promotor, os jogadores recebiam entre R\$ 50 mil e R\$ 60 mil para cumprir o acordo no jogo. Sesconetto, porém, não divulgou os nomes dos atletas suspeitos de envolvimento com o esquema de manipulação em razão do sigilo nas investigações. No jogo Santos x Avaí, que terminou empatado em 1 a 1, na Arena Barueri, três jogadores do Santos levaram cartão amarelo: o zagueiro Luiz Felipe e os volantes Vinícius Zanocelo e Rodrigo Fernández. A outra partida do Alvinegro mencionada por Fernando Sesconetto foi Botafogo 3 x 0 Santos, disputada no estádio Engenhão, no Rio de Janeiro, no dia 10 de novembro. “No dia 10 de novembro, jogo do Santos conta o Botafogo, um atleta foi cooptado para punição de cartão vermelho”. Neste jogo, o zagueiro Eduardo Bauermann foi o único jogador expulso de campo. Ele levou cartão amarelo por uma falta em Jeffinho, durante o jogo, e o vermelho após o término do confronto, por reclamação com o trio de arbitragem. “No Santos x Botafogo, o que houve foi a proposta para que houvesse o cartão vermelho. Não é o momento de dizer se o jogador praticou ou não o ato. Não é o momento de revelar", disse o promotor. Outros quatro jogos foram mencionados por Sesconetto nas investigações do MP-GO. “O jogo do Red Bull Bragantino contra o América Mineiro, também aliciamento do atleta para que fosse punido com o cartão amarelo, atleta do Bragantino. Goiás x Juventude, dois atletas do Juventude pra tomar cartão amarelo. No dia 6 de novembro, mesma rodada, Cuiabá x Palmeiras, um jogador do Cuiabá também a ser punido com cartão amarelo”. O outro jogo que teria feito parte do esquema, segundo o MP-GO, foi Juventude x Palmeiras, em que um jogador do time gaúcho teria sido assediado para receber cartão amarelo. Santos se posiciona Em nota, o Santos se posicionou a respeito do assunto. Confira: “Nesta terça-feira (18), o Santos Futebol Clube tomou conhecimento, pela mídia, da segunda fase da Operação Penalidade Máxima, na Série A, e reforça o seu posicionamento totalmente contrário a qualquer envolvimento com manipulação do andamento natural da partida. Reiteramos confiança total em nossos atletas, prezamos pela ética e pela moral do Clube e não concordaremos com atitudes totalmente antidesportivas. Até o momento, o Santos não foi procurado pelas autoridades, mas se coloca previamente à disposição para colaborar com as investigações, certo de que a Justiça será feita. O Santos acompanhará o caso e aguardará as conclusões para se pronunciar a respeito, caso seja necessário”.