[[legacy_image_235843]] O calçadão da orla de Santos está lotado na manhã desta terça-feira (3) para o adeus ao Rei Pelé. Devido à passagem do cortejo pela avenida da praia, milhares de pessoas encaram o sol e permanecem à espera do caminhão do Corpo de Bombeiros que traz o caixão de Edson Arantes do Nascimento. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "É muito grande essa emoção e vou te confessar. Eu era corintiana até um tempo atrás, mas meus netos me convenceram a torcer pelo Santos. Lembro muito da Copa de 1970, foi incrível", diz a pensionista Margareth Agulha, de 70 anos, moradora de Santos e que está na Praia do Gonzaga. "Eu moro aqui perto da praia, sempre saio cedo de casa sempre para caminhar e hoje vi os bancos cheios logo cedo. Depois, com gente em pé. Fui ontem [segunda] à tarde na Vila Belmiro também, são duas despedidas. O Pelé merece isso", relata o bancário Sidney Bastões, de 55 anos. Quem também estava na praia à espera do cortejo era a fisioterapeuta Bianca Barbosa, de 24 anos, que é de Avaré e está passando férias em Santos. Originalmente, seria apenas para o Réveillon, mas a despedida de Pelé entrou na programação. "Para quem gosta de futebol, é muito especial, mesmo sendo um momento tão triste. Vou poder falar para meus filhos que estive aqui num dia tão marcante". [[legacy_image_235844]] Estar em Santos neste momento histórico também foi lembrado pela analista financeira Simone Biancardi, de 54 anos. Moradora de São Paulo, ela passa férias em Santos e fez questão de se despedir do Rei do Futebol. "Eu não vi o Pelé jogar, mas é importante estar aqui. Ele fez tudo pelo Brasil, é um ícone. Estar em Santos agora é algo para ser vivido e para contar a todos os parentes". A aposentada Laurita Santolaya, de 64 anos, fez questão de levar sua bandeira do Santos para a Praia do Gonzaga e saudar Pelé. Até hoje, ela destaca o tricampeonato da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970 como um dos momentos mais inesquecíveis proporcionados pelo futebol em sua vida. Graças, em boa parte, ao talento de Pelé, que encantou o planeta naquele Mundial. "Eu amo o Pelé de paixão e não esqueço da Copa de 1970. E a festa que teve na Praça Independência, aqui em Santos foi inesquecível. Ficou muito cheia depois daquela final, por causa do Pelé. E todo jogo do Santos estou na Vila. É tanto amor pelo Santos e pelo Pelé que fui ao velório na segunda-feira, com 2h de fila, mas valeu a pena. Pelé é o Rei, o único. Não tem como existir outro".