[[legacy_image_234256]] Eles não viram Pelé jogar, mas sentiram de perto momentos emocionantes e exposições ligados à história do Rei. Dezenas de crianças e adolescentes foram até o Museu Pelé, em Santos, nesta sexta-feira (30), um dia após a morte do ídolo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os irmãos Maria Elisa, Pedro e Lucas, de quatro, sete e oito anos, e o primo Samori, de seis, presenciaram lances históricos do Rei do Futebol, além de observarem camisas e acessórios usados por Pelé. Flávio Ibelli, de 28 anos, e Aline Komatsu, de 30, ambos metroviários, foram responsáveis por trazer a criançada até o museu, junto com a adolescente Ingrid Silva, de 17, cuidadora das crianças. Todos eles não escondem a tristeza pela morte da lenda do esporte. "A gente sabia que não ia demorar muito tempo, infelizmente. Deixou a gente bem triste. Foi um ídolo não só do Santos, mas do Brasil inteiro. Vai deixar saudade. Era uma imagem do Brasil. É um ícone mundial do futebol", enalteceu Ibelli. O casal veio de São Paulo para passar o fim de ano em Santos. O pequeno Samori nasceu na Capital, mas mora em Colônia, na Alemanha, e também está na cidade devido ao Ano Novo. "A gente ia vir ontem (quinta) no Museu, mas acabamos vindo hoje. Foi muita coincidência. Fomos checar e soubemos como ele (Pelé) tava. A gente já esperava, desde o dia que ele tinha piorado. É triste", lamentou Aline. Para a adolescente, o falecimento de Pelé foi um momento muito triste. "É um baque. A gente nunca espera. É difícil pra todo mundo", disse Ingrid. E daqui pra frente? O pequeno Ian, de 9 anos, também esteve no Museu Pelé junto com o pai, o engenheiro Paulo Bacil, de 59, moradores do Gonzaga. A paixão pelo Santos move as gerações da família, que nem imagina como será o futebol sem o ídolo. "É uma tristeza, o mundo inteiro está triste. Vai ser difícil (sem Pelé), nem sei o que falar", lamentou o garoto. O engenheiro recorda que presenciou a despedida de Pelé do Santos em 1974. Dali em diante, o Rei encerrou a carreira no New York Cosmos, dos Estados Unidos, em 1977. "Foi uma notícia muito triste. Perdemos o embaixador do Brasil. Tive a oportunidade de vê-lo jogar em 1974, na despedida, com meu Pai. Antes de ele aparecer era um esporte. Depois que ele surgiu, o futebol virou arte. A molecada hoje tenta fazer no videogame o que ele fazia 50 anos atrás", destacou.