[[legacy_image_3632]] O Conselho Fiscal (CF) do Santos recomendará a não aprovação das contas do clube referente a 2018 e o envio do relatório à Comissão de Inquérito e Sindicância para a apuração das responsabilidades individuais dos membros do Comitê de Gestão (CG). Segundo o documento do CF obtido por A Tribuna, a gestão do presidente José Carlos Peres é “temerária” pelo deficit de R\$ 77,386 milhões (mi) e por outros fatos denunciados ao Conselho Deliberativo (CD) por ex-integrantes do CG que deixaram esse colegiado no ano passado. Por esse motivo, a assembleia ordinária do CD marcada para esta segunda-feira (15), às 19h30, na Vila Belmiro, promete ser tensa, pois a discussão e a votação do parecer do CF sobre as demonstrações financeiras de 2018 do clube consta na pauta do dia. Um dos principais problemas verificados foi a diferença de R\$ 107,347 mi entre a receita projetada e executada no período (R\$ 325,125 mi contra R\$217,777 mi). Apesar disso, a administração não apresentou pedidos de suplementação orçamentária ou remanejamento de verbas. Para piorar, o Santos contabilizou uma despesa de 19,81% superior ao que havia sido estipulada. Portanto, gastou R\$43,987 mi a mais. Contratos administrativos Outro problema na avaliação do CF foi o fato de o clube ignorar algumas recomendações na hora de contratar funcionários como pessoa jurídica. Um caso em especial exemplifica “um caso inédito” e “totalmente absurdo e que espelha bem a falta de cuidado coma qual as coisas do clube são tratadas”: a contratação do gerente de franquias. O Santos fechou com essa empresa, mas, na ocasião, ela era franqueada do clube, ou seja, foi empregado um profissional para fiscalizar a própria franquia. Comissões Embora o CF recomende que não sejam aceitáveis os comissionamentos pela intermediação em que se paga comissão pela renovação de atletas, o clube gastou R\$ 4,829 mi com esse tipo de demanda. Ao longo do ano passado, o Alvinegro contabilizou 101 demissões sem justa causa ou rescisões de contratos trabalhista, o que gerou um gasto de R\$7,7milhões. Outros R\$ 415 mil foram empregados para honrar o fim antecipado de contratos com pessoas jurídicas nos cargos de gerência ou coordenação. A Reportagem pediu um posicionamento ao clube, mas ele deve se manifestar somente nesta segunda.