[[legacy_image_257551]] Com as presenças dos ídolos santistas Pepe, Edu, Lima, Manoel Maria e Abel, além de Edinho e Flávia Nascimento, filhos de Pelé, o Instituto Arte no Dique inaugurou nesta sexta (31) o Complexo Rei Pelé, localizado na Zona Noroeste de Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O local conta uma escola de marcenaria; um estúdio audiovisual, batizado de Moraes Moreira, um dos grandes nomes da música brasileira; e uma quadra esportiva, que recebeu o nome de Douglas Franklin, considerado um dos maiores jogadores da história do Bahia e que foi revelado na Vila Belmiro. O presidente do Arte no Dique, José Virgílio Leal de Figueiredo, que é torcedor do Bahia, explicou os motivos que o fizeram batizar os espaços com esses nomes. “Quando tive a ideia de fazer a quadra, conversei com o pessoal aqui sobre qual ídolo do Santos eles queriam homenagear e a maioria falou do Giovanni. Mas um dia assisti a reprise de um gol do Douglas Franklin, em um jogo do Bahia contra o Corinthians que tinha Rivelino no Pacaembu e coloquei na minha cabeça que a quadra teria o nome do Douglas. Antes de chegar ao Bahia, ele iniciou a sua carreira no Santos”. Sobre o estúdio, Figueiredo conta que, em 2012, trabalhava com Moraes Moreira, que visitou o Arte no Dique e recebeu à época uma promessa de homenagem. “Infelizmente, não foi possível fazer isso em vida (Moraes faleceu em 2020), mas hoje estou cumprindo o que disse a ele”, disse o presidente, que completou: “E o nome Rei Pelé dispensa explicações. Eu estava em Portugal na passagem dele, vi as diversas homenagens em diferentes países e não tinha como ser outro nome”. Além de incentivar o esporte e a cultura por meio da quadra e do estúdio, Figueiredo quer proporcionar oportunidades aos jovens da comunidade. Por isso, o complexo também abrigará a escola de marcenaria. “A escola de marcenaria está relacionada ao fato de essa ser uma profissão que está em falta no mercado. A partir dessa escola, nós vamos capacitar e profissionalizar muitos jovens para o mercado de trabalho”, disse o presidente do instituto, que vê na soma de todos os serviços oferecidos no complexo uma grande chance de formar cidadãos. “Com a quadra, eu sei que, em algum momento, vai sair algum atleta daqui. A maioria dos jogadores sai das periferias e das comunidades. Então, tenho certeza que vai sair alguém daqui. Mas não queremos apenas isso. Nós queremos formar o cidadão. No estúdio, teremos curso de produção musical digital, de cinema e tudo mais. E esses são cursos muito caros, que estão acessíveis para pessoas da elite. Aqui, a gente vai dar de graça para as pessoas”. [[legacy_image_257552]] Edinho e Flávia perpetuam legado Convidados de honra para a inauguração do complexo, Edinho e Flávia – filhos do Rei Pelé – compareceram ao Instituto Arte no Dique e se mostraram bastante orgulhosos com a homenagem feita ao maior jogador de todos os tempos. “Ver tudo isso é motivo de muita alegria e gratidão. Confesso que ainda é muito difícil assistir as homenagens, os vídeos, as retrospectivas que passam, porque está muito recente. Então, é um desafio muito grande estar em eventos como esse. Tenho, cada vez mais, buscado maneiras de perpetuar o legado dele com projetos que cuidem das crianças”, diz Edinho. “Como filho, sem dúvida nenhuma, tenho a missão de sempre manter o nome dele ligado a ações sociais. E hoje (ontem) é uma oportunidade maravilhosa para esse pontapé inicial”, completou. Família Nascimento Também presente na inauguração do Complexo Rei Pelé, Flávia não escondeu a emoção pela homenagem ao seu pai e revelou que ela e seus irmãos trabalham para atender um antigo desejo do Rei do Futebol. Ao marcar o milésimo gol da carreira, em 1969, no Maracanã, o maior jogador da história do Santos pediu: “Vamos proteger as criancinhas necessitadas”. Pensando nisso, os filhos de Pelé querem concretizar aquelas palavras em realidade. Isso irá se tornar realidade por meio de uma fundação criada por Kely Nascimento, outra filha de Pelé, nos Estados Unidos, e que está em fase de regularização no Brasil. “Em 2018, a Kelly fundou, em Nova Iorque, a Fundação Família Nascimento e estamos trazendo para o Brasil. O processo está em um momento de apresentação de documentos. A nossa ideia é exatamente fomentar projetos. Queremos ir atrás de recursos para começar a desenvolver projetos sociais no Brasil. Não só na Baixada Santista. Se Deus quiser a gente vai conseguir fazer isso como parte do legado deixado por ele (Pelé)”, concluiu ela. [[legacy_image_257553]]