[[legacy_image_306448]] O termo "bonde" sempre foi aplicado a jogadores de baixa qualidade. Pois Pelé, que morreu no final do ano passado e que faria 83 anos nesta segunda-feira (23), mais uma vez subverteu a ordem como fazia nos gramados. O Bonde Pelé foi reinaugurado, em meio a uma série de homenagens ao Atleta do Século 20. Já na Praça Barão do Rio Branco, houve o plantio da árvore n° 1.283, um pau-brasil, alusiva ao número de gols anotados por ele. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O evento, que contou com a presença do filho de Pelé, Edinho, além de autoridades municipais, contou com os chamados Ídolos Eternos, a "tropa de elite" do Santos, todos ex-companheiros de Pelé. O som ficou por conta dos músicos do Instituto Arte no Dique. "Pelé e nosso super-herói. Por muito tempo a história dele será contada. Mas, como todo super-herói, tinha seu lado humano. Essas homenagens são fundamentais para manter viva essa essência", afirma Edinho. [[legacy_image_306449]] O filho do Rei lembra que, se não havia uma convivência diária por conta dos compromissos de Pelé, os familiares sempre tentavam se reunir a cada aniversário. "É um dia triste. A gente tem muita saudade, mas essas homenagens são reconfortantes e ajudam a diminuí-la um pouco". Antes do passeio no Bonde Pelé, o prefeito Rogério Santos assinou a portaria de nomeação da comissão pata planejamento das homenagens ao Rei Pelé. Também foi assinado um protocolo de intenções com a Fundação Parque Tecnológico de Santos (FTPS) para a criação de um programa que permita um "tour virtual" pelo Museu Pelé. "Ele levou o nome da nossa Cidade aí mundo. A reinauguração do Bonde Pelé, totalmente repaginado, forma um dos principais atrativos turísticos que nós temos. E a comissão vai articular diversas homenagens, como nome de uma avenida (a ser definida), um monumento que teria um similar em Nova York, entre outras possibilidades. Mas é preciso o aval da família", diz o prefeito Rogério Santos (PSDB). Quem conviveu com Pelé e fez dele um irmão fala com extrema saudade. É o caso do "compadre" Manoel Maria. "Ele sempre estará no nosso coração. Foram décadas de convivência, de amizade, de amor, de bons sentimentos. O tempo vai passando, a gente vai se acostumando, mas ainda está muito recente (a partida dele)", explica. O canhão da Vila Pepe também relembrou com carinho do Rei. “Quando fui treinador do Pep Guardiola, ele perguntava se Pelé era tudo o que diziam. Eu respondia que era aquilo e muito mais”, resume.