[[legacy_image_26204]] O bom momento do Santos após uma sequência de boas atuações em três jogos (Palmeiras, Defensa y Justicia e Mirassol) mudou o astral do técnico Jesualdo Ferreira. A entrevista coletiva após a partida contra o Mirassol, no último sábado (7), na Vila Belmiro, foi uma das mais longas que o português concedeu à imprensa desde a sua chegada ao clube. À vontade e bem-humorado, o treinador até fez graça quando questionado sobre a discussão entre Soteldo e Pituca, ao final da primeira etapa do jogo contra o Mirassol. Os jogadores discutiram e foram separados por companheiros do time ao se dirigirem ao vestiário. Na volta, receberam cartão amarelo do juiz Ilbert Estevam da Silva. “Se calhar estão aí como um casamento, às vezes já está um bocado farto, mas hoje é Dia da Mulher e até não posso dizer nada de mal, atenção. Mas isso não é nada, já estão de beijinhos, entre aspas, ali dentro da cabine (vestiário). Não aconteceu nada, tá tudo bem”, brincou. O comportamento do lusitano no sábado contrasta com o semblante preocupado de duas semanas atrás. À época, ele era duramente criticado por torcedores e profissionais de imprensa pelo mau desempenho do time em campo. No dia 22 de fevereiro passado, após a derrota para o Ituano por 2 a 0, em Itu, pela 7ª rodada da primeira fase do Paulistão, Jesualdo chegou a ser ríspido ao responder questões de alguns repórteres após a partida no Interior. Confiança em alta Com a confiança em alta após o empate contra o Palmeiras, no dia 29 de fevereiro, no Pacaembu, e as duas vitórias em sequência, diante do Defensa y Justicia por 2 a 1, de virada, na Argentina, e do Mirassol, por 3 a 1, na Vila, o técnico espera que o time mantenha a linha ascendente. “Agora é um bocado mais fácil, estamos a trabalhar em cima do sucesso, da confiança. Espero que isso seja a tônica no futuro, haverá dias menos bons e espero que haja dias muito bons também. Pra chegar até aqui tivemos que fazer muito esforço, mas não ganhamos nada ainda, nem estamos próximos disso”. Acostumado com os altos e baixos do futebol, Jesualdo Ferreira voltou, na entrevista, a dar de ombros para as críticas, garantindo que quem sofria com a pressão eram os jogadores. E projetou a sequência do trabalho, em tom otimista. “Numa semana mudou tudo, numa semana muda outra vez, espero que mude pra melhor. Sou muito otimista. Você acha que ia chegar a essa idade, com 46 anos como treinador, se fosse pessimista? Já estava ruído. Acredito no trabalho e creio que as questões motivacionais são suficientes para que os jogadores estejam sempre ligados”.