[[legacy_image_64847]] Caso confirme a classificação à fase de grupos da Libertadores, na próxima terça-feira (13), em Brasília, diante do San Lorenzo, podendo perder até por 2 a 0, o Santos vai reencontrar o Boca Juniors na principal competição do continente. E esse duelo é bastante aguardado pelos lados da Bombonera. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! No sorteio realizado pela Conmebol, na tarde desta sexta-feira (9), o classificado do duelo entre Santos e San Lorenzo entrará no Grupo C, que, além do Boca Juniors, tem Barcelona, do Equador, e The Strongest, da Bolívia. Sabedores de que deixaram uma má impressão diante do Alvinegro na semifinal da última edição, quando foram facilmente batidos na Vila Belmiro por 3 a 0, e ainda engasgados com a eliminação, os argentinos do Boca Juniors encaram esse possível reencontro com uma revanche. Nicolas Migliavacca, repórter do Diário Olé, da Argentina, acompanha o dia a dia do Boca Juniors e diz que o sorteio da Conmebol aguçou o sentimento de vingança do torcedor xeneize contra o Santos. "No Boca se sabe que foi deixada uma má imagem contra o Santos, principalmente no jogo da Vila Belmiro. E, por isso, esse suposto reencontro é visto como uma boa chance de corrigir isso, mesmo se tratando de fases distintas. Em janeiro falávamos de uma partida de semifinal, e agora estamos falando de jogo de fase de grupos", conta. Apesar daquela derrota, Migliavacca afirma que não há medo para esse novo embate. "Não existe medo. Existe o desejo de revanche. O Santos tem uma grande imagem na Argentina pela vitória recente sobre o San Lorenzo e também por ter deixado o Boca Juniors fora da Libertadores nas semifinais. E isso não é pouco", acrescenta o repórter do Olé. Pablo Lisotto, jornalista que segue o cotidiano da equipe argentina para o jornal La Nación, vê o possível duelo como a oportunidade perfeita para Tevez e Cia. apagarem a imagem de time sem alma deixada a todo continente nos primeiros dias de 2021. "Acredito que o Boca tem a chance de desfazer a triste atuação de janeiro, onde foi sem alma, entrega e atitude, que são itens historicamente ligados ao Boca Juniors. Garra, amor, coração, coragem, valentia, rebeldia, tudo isso faltou numa fase tão determinante quanto uma semifinal de Libertadores", comentou Lisotto. Para ele, o maior problema do atual time comandado pelo técnico Miguel Angel Russo para o confronto contra o Santos e os demais da fase de grupos da Libertadores é a a falta identidade da equipe. "Diante dos outros rivais do grupo, acho que Santos e Boca se classificam. O principal problema de Boca hoje é o próprio Boca. A equipe não tem uma ideia de jogo clara, se contradiz com frequência em campo, pois tem dias em que vai bem e outros que vai muito mal. E isso é uma preocupação". Diferente do Santos, que perdeu Lucas Veríssimo e Diego Pituca e não fez contratações, o Boca Juniors negociou o atacante Ramón Abila, mas contratou o experiente zagueiro Marcos Rojo, que chegou para compor a linha defensiva pelo lado esquerdo.