Zé Rafael é uma das esperanças no meio-campo do Santos (Raul Baretta/ Santos FC) Contratado em fevereiro, o volante Zé Rafael, finalmente, pode estrear no Santos na próxima segunda (12), às 20 horas, contra o Ceará no Allianz Parque, em São Paulo, pela oitava rodada do Brasileirão. Recuperado de uma cirurgia na coluna, o jogador de 31 anos foi apresentado na tarde desta sexta (9), na Vila Belmiro. Ele falou sobre o processo de recuperação e do desafio de dar sequência à carreira saindo de um clube acostumado a conquistas nos últimos anos, como o Palmeiras, e chegar ao Alvinegro num momento conturbado. Apesar da equipe estar na zona de rebaixamento, ele acredita que o Peixe possa brigar por vaga na Libertadores. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ainda sem o condicionamento físico ideal, já que ainda não jogou nesta temporada, Zé Rafael disse estar se sentindo bem após o procedimento cirúrgico. E se colocou à disposição do técnico Cleber Xavier, que pode dar alguns minutos ao volante no confronto contra o Vozão. A posição no meio-campo santista, segundo o jogador, depende da opção do treinador, mas Zé Rafael afirmou que pode cumprir várias funções no time. "Vou trabalhar muito para evoluir da maneira mais rápida possível. Requer mais tempo, cuidado, é uma cirurgia nova, nenhum atleta da nossa modalidade fez até hoje. Tudo muito novo, estamos nos adaptando, todas as preparações possíveis para dar meu melhor rapidamente. Na parte tática, posso fazer primeiro homem, segundo, e com menos frequência, o terceiro, como era no Bahia há muitos anos. Devo ser mais utilizado como primeiro ou segundo homem, onde estou mais habituado e preparado”, comentou. Zé Rafael comentou o fato de, curiosamente, poder estrear justamente no Allianz Parque, onde se acostumou a jogar durante muitos anos pelo rival do Peixe. "É uma surpresa depois de tanto tempo fora voltar e ser lá, talvez, o meu primeiro jogo de estreia pelo Santos. Faz parte, é apenas algo que bateu. Estou preparado para jogar. Espero que seja em breve, não sei se segunda ou na próxima semana, mas estou me preparando para que seja o mais rápido possível”. Apesar de acostumado a jogar no campo sintético do estádio palmeirense, Zé Rafael frisou que a característica de jogo muda e é sentida pelos jogadores que não jogam com frequência neste tipo de piso. "Joguei por vários e vários anos [no sintético], não posso dizer que é um problema. Se eu jogar, posso sentir um pouco por causa da adaptação. Quem não joga com frequência no Allianz sente, a gente vê isso com as lesões. Não acredito que isso vai acontecer comigo e com nenhum dos meus companheiros”. Momento turbulento do Santos O volante analisou o momento turbulento do Alvinegro na temporada. Com apenas uma vitória em sete jogos no Brasileirão, o Santos é o vice-lanterna, com apenas 4 pontos, e vive clima tenso com a torcida. Na semana passada, a Torcida Jovem invadiu o CT Rei Pelé para cobrar jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes, exigindo rápida recuperação. “Sabia que seria um pouco mais difícil pela reestruturação, vindo da Série B. O ano seguinte é mais pesado, muda nível de jogo, características, tudo é maior na Série A. Aceitei o desafio sabendo disso, estou me preparando e meus companheiros também. É um grupo que trabalha muito. Não estamos no lugar onde merecemos. É o futebol, faz parte, temos que trabalhar e continuar evoluindo para essa fase passar. Vou ajudar com a minha experiência, estilo de jogo, da maneira que eu puder. Todos aqui remam para o mesmo lado. Vai ser um ano difícil. Se não der 100%, as coisas não vão fluir como esperamos. Temos que nos preparar assim”, apontou. Desafio de criar uma mentalidade vencedora Recém-chegado de um clube acostumado a levantar taças nos últimos anos, Zé Rafael também falou sobre o que é preciso trabalhar no elenco santista para virar a chave. Sem conquistar um título desde o Paulistão de 2016, o clube viveu alguns dos piores anos de sua história recentemente. Para o volante, após deixar a parte de baixo da tabela do Brasileirão, o Santos pode brigar por uma vaga na Libertadores 2026. “Eu acho que a equipe tem grandes jogadores, de qualidade, para jogar em alto nível. O que às vezes falta é acreditar em si próprio, no time. Isso tem que partir de cada um. Não adianta trazer um monte de cara que ganhou título por onde passou se alguns que não tiverem essa oportunidade não mudarem essa mentalidade. Agora vivencio o dia a dia e eles têm isso, são competitivos, treinam firme, se preparam. É uma questão de confiança de uma equipe que não tem a confiança para executar o melhor. Temos condição de alcançar algumas metas nesse ano, como ir para a Libertadores, buscar uma vaga direta. Não posso ser hipócrita de dizer que vamos brigar pelo título, pois estamos distantes de quem vai brigar lá em cima, mas vamos dar a volta por cima e buscar grandes resultados. Estamos nesse caminho e, com a ajuda do professor Xavier, isso vai ficar mais acessível para nós”.