[[legacy_image_226307]] No próximo dia 17, os sócios do Santos darão andamento ao processo de constituição da parceria com a WTorre para a construção da nova Vila Belmiro. Isso, no entanto, não significa que diante do "sim" dos associados do clube a obra já tem dia e hora para começar. Em entrevista para A Tribuna, o CEO da construtora, Cláudio Macedo, explicou que ainda há "um longo caminho" a ser percorrido pelas partes para que o empreendimento comece a sair do papel. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Feliz com o resultado da reunião no Conselho Deliberativo do Santos, realizada na noite desta quinta-feira (1º), e com os questionamento que recebeu dos conselheiros santistas a respeito da iniciativa, Macedo detalhou como o processo vai funcionar, caso os sócios do Peixe também aprovem a parceria com a construtora. "Teremos um longo caminho pela frente ainda. Não vamos iniciar a busca por recursos para a construção do estádio a partir da aprovação dos sócios, tampouco começar as obras na sequência dessa votação. É preciso, antes de qualquer coisa, assinar o contrato com o Comitê de Gestão do Santos. E ele não será assinado imediatamente após a Assembleia Geral", iniciou ele. "E é por isso que vejo um caminho longo pelo frente, pois antes de qualquer assinatura existe a necessidade de criar o projeto executivo que será protocolado na Prefeitura, as realizações de estudos do solo e ambiental, e uma série de coisas que são pertinentes a uma construção civil. Depois disso tudo explorado voltaremos para a questão comercial do projeto, para alinhar todos os pontos com o Santos. Após essas etapas iremos bater e assinar o contrato. Assinado o contrato, vamos para o mercado. Mas não significa que ao longo desse período deixaremos tudo parado. Já existem conversas com bancos para um financiamento, com players de mercado para a disponibilização dos produtos, além de sondagens e conversas com possíveis patrocinadores. Porém, só podemos dar o pontapé inicial nisso tudo com o contrato assinado", acrescentou Macedo. Indagado se o torcedor pode sonhar com o início das obras já para o ano de 2023, Macedo disse que sim. Porém, mantendo os dois pés bem firmes no chão. "É possível sim, mas será algo muito desafiador. Aquilo que diz respeito ao início das obras dependerá do processo de todas as aprovações que precisamos receber. O primeiro marco que temos que ter a partir de agora é fazer todos os estudos que precisam ser feitos. Em seguida, abrir as vendas dos produtos que queremos para os torcedores no dia do aniversário do clube (12 de abril). Penso que isso será um marco muito bacana. Depois disso, creio que conseguiremos fazer todos os projetos que desejamos", comentou. "Tem muita coisa que foge do nosso alcance. Tem questões com vizinhança do estádio e com prefeitura. Estamos cientes que serão necessárias adaptações no projeto por se tratar de algo tão grandioso. Em razão disso é difícil prever quando de fato iremos começar as obras", disse. [[legacy_image_226308]] ArrecadaçãoA construção da nova Vila Belmiro está estimada em R\$ 300 milhões. O Santos não irá ter qualquer despesa para ver o empreendimento sair do papel. Tudo ficará a cargo da WTorre, que, em contrapartida, terá a administração do estádio por 30 anos. Para iniciar a execução dos trabalhos, a construtora terá que arrecadar R\$ 200 milhões com a venda de produtos do estádio para todo o tipo de torcedor alvinegro. "Nesse ponto estamos falando da venda de bens ativos que os sócios poderão usar. Desde a assinatura de um programa para acompanhar o andamento da obra, produtos exclusivos, memorabilia da construção, cadeiras, camarotes, enfim... produtos que estão sendo criados para entregar uma experiência ou um material aos torcedores que querem eternizar esse momento do clube", explicou o representante da empresa, que está muito confiante no sucesso do projeto. "Nós, da WTorre, acreditamos e gostamos do projeto. Confiamos na marca do clube e na praça em que o empreendimento será construído. É um projeto que faz sentido no portfólio da WTorre, que é conhecida por ter arquiteturas diferenciadas. Temos muita paixão por essa iniciativa. E, além disso, tenho certeza que o Walter (Torre) - fundador da empresa que faleceu em 2020 - também tinha essa paixão dentro dele por ser torcedor do Santos. Até por isso fico muito feliz de poder dar andamento nesse projeto. Sei que ele, de onde estiver, está olhando com muito carinho para tudo isso", concluiu Macedo.