O técnico Fábio Carille voltou a lembrar do respaldo da diretoria para rebater as críticas da torcida pelo seu trabalho (Raul Baretta/Santos FC) As vaias recebidas após o empate em 1 a 1 com o Novorizontino, na noite de segunda (23), na Vila Viva Sorte, resultado que não permitiu que o Santos assumisse a ponta da Série B do Campeonato Brasileiro, não abalaram o técnico Fábio Carille. Para o treinador, a manifestação dos torcedores é justa, desde que eles apoiem o time durante as partidas. Do time, ele quer melhor rendimento em casa para conquistar logo os 14 pontos que faltam para o acesso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “No fim do jogo, acho válido (as vaias). O que mudou é que agora estão apoiando no jogo. Nos outros jogos estava ruim, passando (a impaciência) para dentro do campo. (Torcedor) Muito sem paciência. No final do jogo vaiou, empate em casa, mas durante o jogo estão apoiando e isso está diferente de uns jogos atrás”, comentou Carille. O técnico voltou a defender o trabalho à frente da equipe, apesar da insatisfação da torcida. Para isso, lembrou mais uma vez do respaldo que tem da direção santista, já comentado por ele em outras entrevistas. “Considero um trabalho bom, mas sempre buscando melhorar. Se não fosse bom, não estaria aqui mais como técnico. Eu passo, treino. Diretoria acompanha, olha, vê. Em 95% dos jogos aconteceu o que mostramos e levamos para o campo. Se não fosse tão claro, de passar para eles o que precisa ser feito com e sem bola, já teriam me mandado embora”. Elogio e crítica ao rival Carille elogiou o Tigre, lembrando que a equipe não subiu para a Série A este ano por apenas um ponto. “Eles fizeram 63 pontos e quem subiu fez 64. Já fez um Paulista muito bom e na semifinal foi melhor que o Palmeiras, no estádio do Palmeiras. Jogadores atuando mais de dois anos juntos com o Eduardo (Baptista), sabem muito bem o que fazer. É um time de disputa, não à toa quase subiu no ano passado e é líder”. Apesar de enaltecer o rival, Carille também alfinetou a equipe do Interior. Na visão do técnico santista, o Tigre preocupa-se mais em se defender, apesar de os números do jogo mostrarem um Novorizontino com mais volume ofensivo, principalmente na etapa final. No total, foram 15 chutes do time do Interior e duas grandes chances criadas, contra 12 tiros do Santos. Gabriel Brazão também fez cinco defesas, uma delas em cima da linha, que gerou dúvida se a bola teria entrado ou não. O VAR analisou o lance e confirmou que a bola não cruzou a linha. Pelo lado do Tigre, Airton fez três defesas. “É muito mais fácil destruir do que construir. O time deles é isso. Mostrei isso para os jogadores. Jogo deles em casa, 1 a 1 com o América-MG, e eles esperando, jogando no erro. Pode jogar bola na área que tem três pra tirar, tanto que nossas chegadas foram pelas laterais. É uma equipe que sabe jogar a divisão, a gente tenta e erra, perde um pouquinho a paciência. Tem que ter sabedoria e não deixar o jogo lento. É uma ideia de jogo do Novorizontino, uma ideia que tá dando certo. O Santos pode ser melhor”, avaliou Carille. 14 pontos para bater a meta Com mais 10 jogos pela frente na Série B, cinco em casa (Operário-PR, Mirassol, Ceará, Vila Nova e CRB) e cinco fora (Goiás, Chapecoense, Ituano, Coritiba e Sport), o Alvinegro precisa de mais 14 pontos para chegar aos 64 e garantir o acesso. A fórmula, segundo Carille, é melhorar o desempenho na Vila e manter o aproveitamento longe de Santos. “A cobrança com eles (jogadores) foi pra melhorar fora e manter (o aproveitamento do primeiro turno) dentro de casa (no segundo turno). Depois do jogo com o Botafogo (vitória santista por 1 a 0, em Ribeirão Preto), me passaram que somos o melhor visitante do campeonato. Temos que melhorar (na Vila), são cinco jogos em casa e cinco fora pra fazer 14 pontos. E quanto antes fazer os 14 pontos, a gente pensa em título. Eles estão conscientes disso”. Na verdade, o Santos divide com o Novorizontino o posto de melhor time fora de seus domínios na Série B. Com o empate na Vila, o Tigre também soma 22 pontos fora de casa, mesma pontuação do Alvinegro. Por outro lado, o Alvinegro precisa melhorar o rendimento em casa, já que dos 15 pontos disputados na Vila no returno, o Peixe só somou seis.