[[legacy_image_294315]] Depois de mais uma atuação decepcionante e outra derrota, a 11ª em 22 jogos no Brasileirão, neste domingo (3), em Belo Horizonte-MG, o Santos junta os cacos para tentar sair da zona de rebaixamento, posição que ocupa há cinco rodadas. O time é o 17º colocado, com 21 pontos, um atrás do Bahia, a primeira equipe fora da área de risco. Tempo para corrigir os erros há, afinal o time só volta a jogar no dia 14, contra o Cruzeiro na Vila Belmiro, em razão da Data Fifa, usada para os jogos das seleções nas Eliminatórias da Copa do Mundo 2026. Mas o que esperar de evolução em uma equipe que vem jogando apenas uma vez por semana, desde a 13ª rodada do Brasileirão, no dia 2 de julho? Como foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil pelo Bahia, no dia 31 de maio, e fez o último jogo pela Copa Sul-Americana, em que caiu vexatoriamente na primeira fase, no dia 29 de junho, o Peixe passou a jogar, desde julho, uma só partida a cada seis ou sete dias. Tempo sobra, mas falta futebol O tempo de sobra para treinos, sonho de qualquer técnico no Brasil para corrigir posicionamentos do time, testar esquemas de jogo e recuperar fisicamente o elenco, não faz diferença alguma para a evolução do Santos em campo. Desde o dia 2 de julho, na 13ª rodada do Brasileirão, no primeiro jogo dirigido por Paulo Turra no campeonato, o time acumula mais fiascos do que pontos na tabela. Em Cuiabá-MT, derrota para o Cuiabá por 3 a 0. Uma semana depois, no dia 9, na Vila, vitória sofrida por 4 a 3 sobre o Goiás. No dia 16 de julho, novo vexame. O Santos foi goleado pelo São Paulo no Morumbi, por 4 a 1. No dia 23, empate em 2 a 2 na Vila com o líder Botafogo. O Peixe foi ao Rio seis dias depois e perdeu para o Fluminense por 1 a 0 no Maracanã. No dia 5 de agosto, novo empate na Vila, em 1 a 1 com o Athletico-PR, jogo que definiria a demissão de Paulo Turra. O técnico uruguaio Diego Aguirre estreia uma semana depois, no dia 13, e o Santos é goleado pelo Fortaleza por 4 a 0, na capital cearense. Mais uma semana para recuperação e o Peixe volta a campo no dia 20, para a vitória heroica por 2 a 1 sobre o Grêmio, de virada, na Vila, até aqui o único triunfo de Aguirre em quatro jogos no comando. O que poderia indicar o início de uma reação, porém, caiu por terra uma semana depois, no dia 27, na derrota para o Galo por 2 a 0, em Minas. Uma semana depois, já em setembro, a equipe voltou à capital mineira para mais uma derrota, pelo mesmo placar, desta vez para o América-MG. Resumo da ópera A verdade é que em dois meses, jogando apenas uma vez por semana, o Alvinegro venceu apenas dois jogos, empatou outros dois e saiu derrotado seis vezes de campo. E não foi por falta de tempo para treinar e corrigir deficiências que o time teve desempenho tão ruim, que o faz patinar na zona da degola. Demonstrando decepção na entrevista após a derrota para o América-MG, o técnico Diego Aguirre disse que a equipe precisa aprender com a fraca atuação na Arena Independência. “Temos que aprender do jogo de hoje, pra que não volte a acontecer, deixar para trás uma derrota dura. Temos muito pela frente, temos que transmitir boa energia e pensar em ganhar o próximo jogo. É a primeira solução, mas temos que melhorar muito o nível desta noite, que entendo que ninguém gostou do que aconteceu no campo”. A torcida santista, então, nem se fala.