[[legacy_image_291402]] O ‘sotaque hermano’ vai ganhando cada vez mais força no Santos, dentro do plano de recuperação da equipe no Brasileirão. Sob o comando do uruguaio Diego Aguirre e sua comissão técnica, as chegadas do volante venezuelano Tomás Rincón e do atacante argentino Julio Furch acentuaram a presença dos falantes de língua espanhola e trouxeram ao elenco a tradicional raça, característica marcante de nossos vizinhos na América do Sul. Após as frustrantes passagens dos técnicos Odair Hellmann e Paulo Turra pela Vila Belmiro este ano, o uruguaio Diego Aguirre assumiu a equipe no último dia 8 e trouxe com ele quatro profissionais, todos uruguaios: os auxiliares Juan Verzeri e Juan Iraola e os preparadores físicos Fernando Piñatares e Ignacio Piñatares. Além dos recém-contratados Tomás Rincón e Julio Furch, o Peixe já contava com o volante uruguaio Rodrigo Fernández e os atacantes Soteldo (venezuelano) e Mendoza (colombiano) no elenco. O coordenador esportivo Alexandre Gallo, que está na Europa, busca mais reforços para a equipe e o nome do meia argentino Roberto Pereyra é o principal alvo do dirigente. [[legacy_image_291403]] União pela recuperação Com foco na recuperação do time, que apesar de vencer o Grêmio no domingo (20), ainda se encontra na zona de rebaixamento (é o 17º colocado, com 21 pontos), Rincón destacou a união e espírito de luta que viu entre os jogadores e a torcida na partida disputada na Vila Belmiro. "Não tive a sorte de participar da reunião (dos jogadores na semana passada), cheguei um dia depois. Tudo foi rápido desde que cheguei, alguns temas são internos, que são da equipe e fica na equipe. Percebi um ambiente e um espírito no estádio lindos. O Santos tem que tentar manter o espírito de combate, luta e de jogar, porque temos bons jogadores. Passamos ainda por uma situação difícil e é o começo, com muito trabalho pela frente. Não vamos ganhar sempre, mas com esse espírito de domingo vamos sair dessa situação". Rincón disse não ter preferência por uma posição específica no meio-campo, se colocando à disposição para atuar conforme a necessidade da equipe e do técnico Diego Aguirre. "Mais do que como me sinto, é como o time precisa, como o técnico me quer. Jogo no meio-campo com dois ou três meio-campistas, sozinho como meia-central. Falo com o corpo técnico e estou à disposição para onde quiserem, não importa a posição, jogando ou não. Estou aqui para lutar e vou me preparar fisicamente todos os dias para estar competitivo". [[legacy_image_291404]] No ataque e na defesa Julio Furch também destacou o comprometimento dos jogadores para tirar a equipe da parte de baixo da tabela. E se colocou à disposição para jogar, não importando se forem alguns minutos, como na vitória sobre o Grêmio, ou a partida inteira. E frisou que sua participação não se dará apenas como homem de frente. "Aproveito todos os momentos no time, sejam 90, 10 ou 5 minutos. Sendo defensivo também, os primeiros defensores são os atacantes, e com pressão podemos roubar ou ao menos exigir do rival para facilitar a (nossa) defesa. Só quero ajudar e fazer bem à equipe", comentou Furch. Foi o argentino, aliás, que iniciou a jogada do gol da virada sobre o Grêmio, quando, dentro da grande área, deu um chutão, rebatendo cobrança de escanteio do lateral Reinaldo. A sequência do lance já entrou para a galeria de histórias da Vila Belmiro, com o contragolpe fulminante, protagonizado pela 'armada hermana' (Furch, Mendoza e Soteldo), e o gol de Furch queselou o triunfo santista.