Espírito coletivo tem sido a marca do Santos na série invicta na Série B (Reprodução Twitter Santos FC) A goleada sobre o Coritiba por 4 a 0, na noite desta segunda (22), na Vila Belmiro, não apenas consolidou a liderança do Santos na Série B do Campeonato Brasileiro. Mostrou vários aspectos positivos do time, evidenciados na solidez defensiva e no ataque criativo e goleador, além de um espírito coletivo que pode ser decisivo para a conquista do acesso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na série invicta de sete jogos, o Peixe empilhou cinco vitórias e dois empates, com 11 gols marcados e apenas um sofrido. O setor defensivo, além de mostrar o prata da casa Jair cada vez mais à vontade e afinado com o veterano Gil, tem em Gabriel Brazão o seu grande destaque. “Acompanho o Jair desde 2021, na minha outra passagem. Jogador de seleção, que teve uma lesão grave ano passado. Queríamos que ele fizesse um fortalecimento, importante para o restante da carreira. Ficou uns dois meses entregue ao departamento para fazer esse trabalho. Uma decisão minha dele jogar no sub-20 para ganhar uns minutos, foi importante”, observou o técnico Fábio Carille. Dono da meta De goleiro promissor nas seleções de base a desconhecido para a maioria dos torcedores brasileiros, pois partiu muito cedo para a Europa, Brazão tem se mostrado uma aposta certeira da diretoria. Superada a pressão inicial de substituir João Paulo, após a infeliz contusão do titular contra o América-MG, na sétima rodada da Série B, Brazão se firmou como dono da meta santista. E vem confirmando o que disse, em entrevista para A Tribuna, em maio, sobre as suas características. “Creio que sou um goleiro rápido, tenho um bom um contra um, evoluí muito o jogo com os pés na Europa”, disse ele, à época. Em campo, ele confirma, com saídas precisas de gol nas bolas aéreas e nos confrontos cara a cara com os atacantes rivais, quando tem levado a melhor. Carille voltou a dizer, após o jogo contra o Coxa, que o Santos continua em busca de um goleiro para compor o elenco. Mas voltou a elogiar o desempenho do atual titular. “O Brazão, quando chegou, procuramos saber, conhecer e sabíamos que tinha poucos jogos como profissional. Mas o treinamento do dia a dia nos deixava tranquilo, de que ele daria conta do recado. Goleiro tem que ter ritmo de jogo. Não é só hoje (contra o Coritiba), ele já fez boas partidas, estamos felizes com ele. Diógenes e Gustavo também estão muito bem”, comentou o treinador. Evolução ofensiva Das 10 vitórias do Peixe na Série B (é o time que mais venceu na competição), a goleada por 4 a 0 sobre o Coritiba foi a terceira. As outras foram contra o Guarani (4 x 1) e Brusque (4 x 0), ambas na Vila Belmiro. Com 28 gols em 17 partidas, o ataque alvinegro é o melhor da Série B. O aumento do volume ofensivo, diante do Coxa, passa pelo bom entrosamento do trio de frente, formado por Otero, Julio Furch e Guilherme. O venezuelano, aliás, foi um dos melhores em campo na partida. Com tiros a gol precisos e cheios de efeito, o baixinho tem feito da bola parada um terror para os goleiros rivais. “O Otero trabalhou comigo na Arábia (no Al-Wehda, conheço bem e está dando uma resposta legal. Bate muito bem na bola e temos que tirar proveito disso”, pontuou Carille. Satisfeito com o rendimento do time, o técnico ainda aguarda pelos prometidos reforços. Mas salientou o espírito coletivo, que vem ganhando corpo no time santista. “Sabemos que temos problemas, precisamos fortalecer setores, já falamos sobre isso. Estou muito satisfeito, temos que entender que não temos Robinho, Neymar, Zidane. Um time bom, mas não tem estrela. Tem um time. E estou muito satisfeito”. Uma cena que ilustra bem este time, onde se sobressai o espírito coletivo, foi a do terceiro gol sobre o time paranaense. Ao sofrer pênalti, Guilherme ia bater, mas deu a bola para o atacante Julio Furch. O argentino, apesar de não estar em sua melhor fase, lutou muito durante o jogo e teve a oportunidade de estufar a rede. Na comemoração, os jogadores se juntaram na linha de fundo para celebrar o tento com o argentino. Incerteza sobre Giuliano Depois de voltar a ser titular, após se recuperar uma lesão muscular, Giuliano deixou o campo aos 27 minutos da etapa inicial contra o Coritiba, sentindo um desconforto. Ainda sem saber o estado clínico do jogador, que fará exames nesta terça (23), Carille chamou para si a responsabilidade de escalar o meia, que treinou normalmente, sem dor, no sábado. Como o time só volta a jogar neste domingo (28), às 18h30, contra o CRB, em Maceió, pela 18ª rodada, o elenco ganhou folga nesta terça (23). A partir da reapresentação, na quarta (24), o treinador inicia a preparação para o jogo diante da equipe alagoana.