Contratado no fim do ano passado, Caixinha ainda não conseguiu montar um time consistente no Santos (Raul Baretta/ Santos FC) Sem Neymar e com obrigação de vitória, o Santos entra em campo pressionado neste domingo (6), às 20h30, contra o Bahia, na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Brasileirão. A derrota na estreia para o Vasco, de virada, não caiu bem no Alvinegro e somente um triunfo diante do tricolor baiano pode evitar uma crise na largada do campeonato. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A cobrança sobre o técnico Pedro Caixinha é por conta do alto investimento feito para a montagem do elenco nesta temporada. Com 11 contratações, entre elas Neymar, Tiquinho Soares e o bem cotado argentino Benjamín Rollheiser, a expectativa da direção é que o Peixe brigue, ao menos, por vaga na Libertadores 2026. O revés em São Januário não foi bem digerido e motivou críticas e cobrança pública do presidente Marcelo Teixeira. A insatisfação de membros da diretoria gera um clima de incerteza e especulações em torno de nomes de treinadores que estão livres no mercado, como Tite e Dorival Junior. O discurso oficial, no entanto, é que o clube não pensa em mudança no comando técnico. Ausência de Neymar Apesar do otimismo no clube em relação a uma boa campanha no Brasileirão, a ausência de Neymar não estava nos planos. Com um edema na região posterior da coxa esquerda, o craque não joga desde o dia 2 de março, no jogo das quartas de final do Paulistão, contra o Red Bull Bragantino. No treino de sexta-feira, o camisa 10 trabalhou com bola no campo do CT Rei Pelé, um indicativo de que ele possa estar recuperado da contusão. No entanto, a programação do clube e do estafe de Neymar prevê que o jogador continue fazendo um trabalho de fortalecimento físico para evitar nova lesão e mais uma ausência. Na próxima semana, o ídolo deve voltar, aos poucos, a participar dos treinamentos com o elenco. Como depois da partida contra o Bahia, o Santos só voltará a jogar no dia 13, contra o Fluminense, no Maracanã, a esperança é que até lá ele possa ser novamente relacionado. Português vai manter a base Apesar da derrota do Santos em São Januário, o técnico Pedro Caixinha não deve mexer muito na escalação para o jogo contra o Bahia. As únicas mudanças podem acontecer no meio-campo e no ataque, pois Soteldo, poupado contra o Vasco, retorna à equipe. A dúvida é se o treinador português vai escalar o venezuelano na meia ou na ponta direita, sua posição de origem. Se Caixinha decidir manter Barreal, responsável pela armação na estreia, Soteldo substitui Rollheiser na ponta direita. A outra opção é que o baixinho volte à meia, função que ele já executou durante o Paulistão, e Rollheiser permaneça no ataque, com Barreal voltando ao banco de reservas. Do lado baiano, o técnico Rogério Ceni pode poupar jogadores, uma vez que o time jogou na quinta-feira, contra o Internacional, pela Libertadores, e volta a campo pela competição sul-americana na próxima quarta-feira, contra o Nacional, em Montevidéu. Um desfalque é certo: expulso na estreia do Bahia no Brasileiro, diante do Corinthians, o meia Éverton Ribeiro vai cumprir suspensão.