[[legacy_image_339521]] A terceira derrota do Santos no Paulistão, para o Bragantino, neste domingo (3), em Bragança Paulista, evidenciou a falta de criatividade da equipe no setor de meio-campo e a dificuldade de o ataque criar claras situações de gol. A limitação passa pela ausência de Giuliano, fora do time desde a terceira rodada, quando o meia se machucou contra o Palmeiras, aos 12 minutos do primeiro tempo. Com uma lesão muscular na panturrilha direita, o jogador já voltou aos treinos, mas está sendo preservado para a fase decisiva do Estadual. Até a segunda rodada, Giuliano havia sido o destaque do Peixe. Na estreia, contra o Botafogo em Ribeirão Preto, no dia 20 de janeiro, o meia jogou 76 minutos e deu a assistência para Otero marcar o gol da vitória. Na segunda partida, na Vila Belmiro, Giuliano também foi decisivo. Em 71 minutos jogados, o meia fez dois gols e comandou as ações ofensivas do Alvinegro na vitória por 3 a 1 sobre a Ponte Preta. Na terceira rodada, contra o Palmeiras, não deu nem tempo para o meia mostrar serviço. Aos 12 minutos, ele sentiu a panturrilha e foi substituído na partida em que o Peixe foi derrotado por 2 a 1 no Allianz Parque, em São Paulo. Tentativas frustradas Desde então, o técnico Fábio Carille já testou vários jogadores na função, mas nenhum deles, Cazares, Otero, Nonato ou Willian, conseguiu executar em campo as funções desempenhadas por Giuliano. Alguns, como Otero e Willian, não são da posição e desempenham melhor outras funções. Otero é o homem da bola parada e é mais efetivo jogando pelos lados do campo, enquanto a especialidade de Bigode é flutuar no ataque e ter presença de área. Nonato ainda não conseguiu convencer em campo e Cazares oscila, como na partida em Bragança. Neste caso, há de se reconhecer que o equatoriano sentiu a falta de ritmo de jogo, já que ele estava fora do time há cinco jogos. Daí a necessidade do retorno imediato de Giuliano, um dos 14 jogadores contratados para esta temporada. Na apresentação, em janeiro, ele disse que viveu seus melhores momentos quando tinha liberdade para “pisar na área”. E foi exatamente o que Giuliano fez nos dois jogos iniciais do Paulistão: municiou os atacantes e foi à frente para marcar gols. Teste contra a Inter? Como o Santos tem a semana livre até o último jogo da primeira fase, neste domingo (10), às 16 horas, na Vila Belmiro, contra a Internacional de Limeira, Carille pode avaliar com calma se vale a pena utilizar Giuliano por alguns minutos nesta partida. Afinal, o meia não atua há mais de um mês (a partida contra o Palmeiras foi no dia 28 de janeiro) e precisa de ritmo de jogo para a decisão da vaga nas quartas de final, contra a Portuguesa de Desportos. A partida contra a Lusa ainda não tem data definida, mas será realizada no próximo dia 16 ou 17 na Vila Belmiro. Apesar das especulações de que o Santos poderia mandar o jogo em São Paulo, Carille confirmou após o jogo em Bragança que o duelo será realizado no Alçapão.