[[legacy_image_85593]] A novela envolvendo o futuro de Kaio Jorge ainda pode ter muitos capítulos. Isso porque, segundo pessoas de dentro do Santos, o primeiro contrato profissional do atacante de 19 anos, assinado em 2019 e ainda em vigor, tem brechas que permitem ao clube reivindicar a renovação do vínculo. Contudo, nenhum movimento nesse sentido foi feito ainda. No início desta semana, o jogador e os seus representantes se acertaram com a Juventus, da Itália, para sair de graça em janeiro. O Santos, por sua vez, tenta um ressarcimento. Uma das brechas existentes no acordo, que termina em dezembro, é a cláusula que prevê, de forma unilateral, uma renovação automática por mais dois anos. Ou seja, tanto o Santos quanto Kaio Jorge podem exigir ao fim do contrato em vigor a ampliação automática por mais duas temporadas, ainda que não seja do interesse do outro. Essa condição foi colocada no acordo porque a Fifa determina que qualquer contrato com um jogador menor de 18 anos - Kaio Jorge tinha 17 na assinatura do primeiro vínculo profissional - pode ter no máximo três temporadas de validade. Porém, a renovação automática do primeiro contrato profissional só é reconhecida pela CBF. A entidade que comanda o futebol mundial não vê nela qualquer validade. Justamente por isso, de acordo com o apurado por ATribuna.com.br, o Santos quer entrar em acordo com o clube interessado em Kaio Jorge, no caso a Juventus, sem a necessidade de fazer uso dessa cláusula, pois sabe que não há garantia de vitória numa suposta disputa judicial. Assim, o Alvinegro, que já se conformou que não irá receber aquilo que o atacante realmente vale, trabalha por uma redução de danos, recebendo ao menos um valor que o ajude no equilíbrio das finanças.