As reuniões do Conselho foram marcadas por protestos de torcedores na Vila Belmiro (Foto AT) O Conselho Deliberativo (CD) do Santos realiza nesta segunda (8), a partir das 19h30, na Vila Belmiro, a quinta sessão para apreciar e votar as emendas do novo estatuto. Será o quinto encontro dos conselheiros, que iniciaram as discussões em torno da proposta de novo regramento do Alvinegro no dia 18 de maio. Entre os temas que geram polêmica, e que ainda não foram votados, está a proposta de emenda que permite o aumento do endividamento do clube. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Pelo atual estatuto, o limite de endividamento dentro de cada exercício social não pode ultrapassar 10% da receita orçada. No entanto, uma emenda apresentada pela Comissão de Estatuto eleva o índice de endividamento para 20% da receita orçada, fator que tem mobilizado conselheiros contrários à mudança. Protestos surtiram efeito Nas primeiras quatro sessões do CD, principalmente nas duas primeiras, membros de torcidas organizadas fizeram intensos protestos em frente à Vila, durante as reuniões, para pressionar os conselheiros a não aprovarem emendas polêmicas. Entre elas, uma emenda que exigia que candidatos a presidente tivessem cumprido dois mandatos no Conselho. A pressão funcionou e a proposta foi rejeitada pela maioria dos conselheiros, que mantiveram o que determina o atual estatuto. Sem exigir cumprimento de mandato no CD, os candidatos a presidente têm que ter pelo menos 10 anos como associado do Peixe para concorrer no pleito. Com dezenas de emendas para serem discutidas e votadas, o processo não vai ser encerrado na sessão de hoje, cabendo ao presidente do CD, Fernando Akaoui, convocar nova reunião para dar sequência à votação. Para ser aprovada, cada emenda deve ter maioria simples na votação dos conselheiros. Após finalizada a votação de todas as emendas pelos conselheiros, Akaoui tem 30 dias para convocar a Assembleia Geral de Sócios, que votarão todas as mudanças em bloco. Para aprovar o novo estatuto, são necessários dois terços dos votantes na assembleia.