O técnico Cuca não escondeu a frustração após o empate contra o frágil Deportivo Recoleta na Vila (JOTA ERRE/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO) A paz que o Santos havia encontrado após a vitória sobre o Atlético-MG, sábado passado, pelo Brasileirão, com um futebol envolvente e intenso, evaporou com o péssimo jogo diante do fraquíssimo Deportivo Recoleta, do Paraguai, no empate em 1 a 1, na noite desta terça (14), na Vila Belmiro. O resultado enfureceu a torcida, que voltou a protestar contra a diretoria e a equipe, colocando o clube novamente sob pressão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Além de deixar a equipe em situação ruim, na lanterna do Grupo D da Copa Sul-Americana, com 1 ponto em dois jogos, o empate deflagrou a ira da torcida, que voltou a protestar contra o time e a diretoria. Para o técnico Cuca, uma situação que não é explicada apenas pelo tropeço diante dos paraguaios. "Futebol é assim. Essa cobrança não vem do jogo de hoje. Se fosse só hoje, o torcedor iria entender que seria uma má sorte, após criar tantas chances e ter 80% de posse de bola. Mas é um acumulado. A torcida vem sustentando há tempo", comentou. Apesar de frisar que o time criou muitas chances, a atuação foi muito abaixo da vista contra o Galo, quando o Peixe sufocou o rival mineiro e poderia ter definido a partida com uma vitória mais contundente do que o magro 1 a 0. Diante do Recoleta, Gabigol e Neymar perderam gols incríveis na etapa inicial, mas no segundo tempo, o time caiu muito de produção e as oportunidades não foram tão claras. Outro técnico, velho problema Desde o início da temporada, o Santos sofre com a falta de efetividade. O quesito fazia parte do discurso do ex-técnico Juan Pablo Vojvoda em quase todos os jogos. Ou o time não criava ou criava pouco. E quando conseguia produzir chances para marcar, pecava nas finalizações. O problema persiste. "O time começou bem o jogo e depois perdemos muitos gols. Com a qualidade que tem nossos jogadores, não podemos perder. O último passe acabou não acontecendo. Não tem muito para explicar. Tem de botar a bola para dentro para ganhar jogos. A torcida tem razão. Se tivesse feito gols seria um bom jogo, como não fez, foi um mau resultado." Na lanterna do Grupo D, o Santos sairá para fazer dois jogos na Copa Sul-Americana. No dia 28 de abril vai a Buenos Aires enfrentar o San Lorenzo e no dia 5 de maio, enfrenta o Deportivo Recoleta, em Assunção. O Deportivo Cuenca lidera a chave, com 3 pontos, seguido por Deportivo Recoleta, com 2, San Lorenzo, com 1, e Santos, 1. San Lorenzo e Deportivo Cuenca se enfrentam nesta quinta (16), às 21h30, em Buenos Aires, no complemento da segunda rodada. Somente o primeiro colocado avança às oitavas de final. O segundo vai disputar uma repescagem contra o terceiro colocado de um grupo da Libertadores. Foco no Brasileirão e na Copa do Brasil Antes de tentar se reabilitar na Sul-Americana, o time volta a campo neste domingo, às 16 horas, na Vila, contra o Fluminense, pela 12ª rodada do Brasileirão. O Peixe é o 15º colocado, com 13 pontos, três acima da zona de rebaixamento. Na próxima quarta (22), às 19h30, o Santos tem outro jogo importante da temporada, na partida de ida da quinta fase da Copa do Brasil, contra o Coritiba, também em casa. A ideia de Cuca era poupar Neymar no segundo tempo do jogo contra o Recoleta, mas o camisa 10, que discutiu com torcedores ao final do jogo, jogou durante os 90 minutos mais acréscimos. "Se tivéssemos feito 10%, 15% das chances criadas na partida, poderíamos ter tirado ele (Neymar) antes do final. Mas como não conseguimos, ele jogou até o final. A ideia era dar um descanso para o jogo com o Fluminense no domingo", disse Cuca. O elenco folga nesta quarta (15) e retorna aos treinos nesta quinta (16), iniciando a preparação para o jogo contra o Fluminense.