[[legacy_image_319064]] O presidente eleito do Santos, Marcelo Teixeira, visitou o Grupo Tribuna nesta segunda (11) e falou sobre o início do trabalho de transição que está sendo desenvolvido por sua equipe para traçar as prioridades da nova gestão, que assume o clube no dia 1º de janeiro. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Sem adiantar nomes para o time profissional, ele discorreu sobre os problemas internos levantados pelo coordenador de futebol, Alexandre Gallo, que permanecerá na função em 2024, a redução de cotas de transmissão, o projeto da Nova Vila, uma hipotética volta de Neymar no futuro e o objetivo principal na próxima temporada: o retorno à elite nacional. “No Santos, existe um clube dentro do Santos” Na coletiva após o rebaixamento do Alvinegro, no jogo contra o Fortaleza, Alexandre Gallo disse que detectou problemas em todos os segmentos do clube. De acordo com o dirigente, “no Santos, existe um clube dentro do Santos”, que o motivo a elaborar relatórios de questões fundamentais a serem sanadas no dia a dia do clube. “Ele (Gallo) apresentou parte dos relatórios, eu solicitei outros que serão complementares. A solução é o trabalho profissional, encontrar medidas e principalmente perfis de profissionais que estejam adequados às funções que existem em todos os setores do clube. Nós não podemos admitir, por exemplo, um clube que não tenha um profissional de marketing. Se você tem um bom profissional, exige metas, objetivos, prazos e resultados”. Pré-temporada em Dubai? O novo mandatário disse que o convite para a pré-temporada de uma semana em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, de 7 a 14 de janeiro, que está sendo articulada por Alexandre Gallo, depende do atendimento às reivindicações do clube. “Caso elas sejam atendidas e oficializadas, há uma grande chance do Santos fazer essa pré-temporada. Acho que isso é importantíssimo dentro do meu projeto de internacionalização da marca, muito pouco explorado pelo Santos”. Cotas de transmissão A redução drástica das cotas de televisão com o rebaixamento do Peixe à Série B vai exigir do novo presidente um empenho junto às emissoras para conseguir um tratamento diferenciado ao clube. “Estamos conversando com a Libra (liga de clubes) e o pensamento da gestão já manifestamos. Independente de disputar Campeonato Paulista, Série A ou Série B, o Santos tem uma marca, história, tradição. Essa marca é valorosa, o Santos será a vitrine (da Série B), será audiência máxima dos veículos de comunicação e, automaticamente, não comparando com todos os demais clubes que já passaram por esse momento, nós somos o Santos”. Teixeira disse que a gestão não está pensando apenas no contrato com a Libra, mas também avaliando outras medidas para que o clube possa driblar a falta de recursos. “São várias ações que devem ser feitas, não única e exclusivamente pensando no contrato com a nova liga. Nós temos várias outras ações e alternativas que busquem no mercado os investidores necessários pra que esses recursos sejam revertidos no sucesso dos projetos”. [[legacy_image_319065]] Nova Vila e Pacaembu Marcelo Teixeira disse que uma equipe de engenheiros e arquitetos de sua comissão transitória vai avaliar o projeto da WTorre para a Nova Vila. Ele espera poder assinar o contrato definitivo para encaminhar o registro do projeto na Prefeitura. “Quando tivermos a segurança absoluta desse projeto e desse contrato, faremos essa situação ser resolvida rapidamente”. Uma vez iniciada as obras no estádio santista, a ideia é utilizar o Pacaembu. “Tínhamos um contrato de intenções assinado, agora faremos um contrato definitivo (com o Pacaembu) e pretendemos, até a reinauguração, jogar algumas partidas como teste com o futebol feminino e com a equipe de base, porque não teremos a capacidade máxima pro Pacaembu. A equipe profissional atuará no Pacaembu quando tivermos a obra concluída, que está prevista para o dia 27 de abril”. “Se cair para a segunda divisão...” Teixeira falou sobre a frase que ficou célebre, em 2009, e foi usada por adversários políticos nesta campanha eleitoral: “Se cair para a segunda divisão, o Santos não terá forças para voltar para a primeira divisão, como outras camisas estão fazendo, que voltaram logo em seguida. Tomara Deus que nunca caia", falou há 14 anos o então mandatário do clube. “Eu disse que se o Santos não investisse na sua estrutura, não conseguisse manter uma filosofia de trabalho forte, competitiva, poderia descer e teria sérias dificuldades de subir. Exatamente o que eu disse lá atrás, com a rotina dos fatos, acabou acontecendo. Erros de gestões que culminaram com o Santos nesta situação. Estou hoje me propondo a reconstruir o Santos de 2024 à frente. O que ficou do passado, o que nós conquistamos durante toda a nossa gestão, faz parte de um processo, de uma história. Agora temos mais uma vez que reconduzir o Santos a um novo momento e ao patamar que ele nunca deveria ter saído, que é o topo do futebol brasileiro”.