Juan Pablo Vojvoda chegou ao Santos em 2025 bem cotado e deixa a Vila execrado pela torcida (Silvio Luiz/AT) A demissão de Juan Pablo Vojvoda, na madrugada desta quinta (19), após a derrota para o Internacional por 2 a 1, na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Brasileirão, faz o Santos voltar de novo ao mercado em busca de um técnico. O profissional a ser contratado será o quinto na gestão de Marcelo Teixeira, que começou em janeiro de 2024 e só viu um dos quatro profissionais anteriores ficar durante toda a temporada: Fábio Carille. Cuca é o favorito entre as opções cotadas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em 2024, Carille conduziu o time ao título da Série B do Campeonato Brasileiro, garantindo o retorno à elite nacional. Mas o futebol pouco vistoso gerou desgaste do técnico com a torcida e Carille nem finalizou o ano, saindo do Alvinegro um jogo antes do término da segunda divisão. No ano passado, a aposta foi Pedro Caixinha, que havia feito um bom trabalho no Red Bull Bragantino. Mas o português, assim como Vojvoda, decepcionou. Foram apenas 17 jogos, com seis vitórias, quatro empates e sete derrotas, aproveitamento de 43,1%. O técnico durou menos de quatro meses no Alvinegro. Foi anunciado no dia 23 de dezembro de 2024 e demitido no dia 14 de abril de 2025. Após a saída de Caixinha, que processou o clube na Fifa, cobrando multa milionária de mais de R\$ 15 milhões pela rescisão do contrato, o Peixe resolveu fazer nova aposta. Desta vez em Cléber Xavier, que sempre trabalhou como auxiliar de Tite e havia deixado a parceria com o ex-técnico da seleção brasileira para alçar voo solo. Mas a passagem de Cleber Xavier na Vila também foi curta. Foram apenas 13 jogos, com cinco vitórias, dois empates e seis derrotas, aproveitamento de 43,5%. Ele foi contratado no dia 29 de abril e demitido no dia 17 de agosto, após três meses e meio. E a saída, assim como a de Vojvoda, foi logo após uma partida. Só que com desfecho traumático: a histórica goleada para o Vasco, por 6 a 0, no MorumBis. Vojvoda chega cotado e sai xingado O clube foi então atrás de um nome cobiçado no mercado: Juan Pablo Vojvoda. Avalizado por um ótimo trabalho no Fortaleza, clube que dirigiu por mais de quatro anos, com boas colocações no Brasileirão, que lhe valeram participações na Copa Libertadores, e títulos cearenses e da Copa do Nordeste, além de um vice-campeonato na Copa Sul-Americana, o argentino era pretendido por vários clubes. O Peixe o anunciou no dia 22 de agosto de 2025. Após um início irregular, o time, que corria risco de rebaixamento no Brasileirão, engrenou na reta final, com boa participação de Neymar, diante de adversários de menor calibre, como Sport e Juventude, ambos rebaixados, e se safou, conquistando até uma vaga na Copa Sul-Americana deste ano. Porém, em quase sete meses de trabalho, Vojvoda fez um trabalho decepcionante. Se na temporada passada a missão de livrar a equipe do descenso foi cumprida, este ano, a meta era que o time ao menos fosse competitivo. Não brigaria de igual para igual com as principais forças, Palmeiras e Flamengo, mas que pudesse encarar os outros grandes do futebol brasileiro. Chegaram este ano Gabigol, Gabriel Menino, Rony, Moisés, Christian Oliva e Lucas Veríssimo, mas o time, desorganizado, continuou mostrando um futebol apático, vulnerável e sem criatividade. Em 16 jogos, foram apenas quatro vitórias, seis empates e seis derrotas, com 23 gols marcados 22 sofridos. O aproveitamento de Vojvoda foi de 43,4%, mantendo a margem ruim de seus dois antecessores. O péssimo desempenho desencadeou a fúria dos torcedores nesta quarta, na Vila, com insultos ao técnico, ao diretor de futebol Alexandre Mattos e ao presidente Marcelo Teixeira. Cuca é a primeira opção Cuca, que está livre no mercado desde agosto de 2025, quando deixou o Atlético-MG após 45 jogos, é a primeira opção da diretoria. De positivo, ele tem o lado boleiro de se relacionar bem com os jogadores e a qualidade de montar times competitivos. O treinador já teve três passagens pela Vila Belmiro, a melhor delas na última, quando levou o time à decisão da Copa Libertadores de 2020, perdendo a final para o Palmeiras, em janeiro de 2021. O lado negativo, que faz com que ele não seja unanimidade na Vila, é o antigo caso de estupro. O fato ocorreu na Suíça, no final da década de 1980, quando ele ainda era jogador, à época no Grêmio, e foi acusado junto com outros companheiros de violentar uma menor de idade. Em 2024, a sentença foi anulada pela Justiça do país europeu. Outros nomes livres no mercado também não têm unanimidade no clube. Tite, demitido na semana passada, após péssimo trabalho no Cruzeiro, não tem bom relacionamento com Gabigol, fator que praticamente o descarta da lista. Triste realidade Desde 2021, o Santos mantém uma triste realidade quando o assunto é o comando técnico. Fora Carille, o único que ficou praticamente uma temporada inteira, comandando o time, em 53 jogos, em 2024, todos os outros treinadores duraram pouco tempo. Confira a lista abaixo. Aproveitamento dos técnicos do Santos desde 2021 1º Fábio Carille (2024) - 53 jogos - 31 vitórias, 9 empates e 13 derrotas (64,1%) 2º Marcelo Fernandes (2023) – 15 jogos - 6 vitórias, 4 empates e 5 derrotas (48,8%) 3º Fábio Carille (2021/22) - 27 jogos, 9 vitórias, 10 empates e 8 derrotas (45,6%) 3º Fernando Diniz (2022) – 27 jogos, 10 vitórias, 7 empates e 10 derrotas (45,6%) 4º Odair Hellmann (2023) - 34 jogos - 11 vitórias, 12 empates e 11 derrotas (44,1%) 5º Cléber Xavier (2025) - 13 jogos - 5 vitórias, 2 empates e 6 derrotas (43,5%) 6º Juan Pablo Vojvoda (2025/26) - 33 jogos - 10 vitórias, 13 empates e 10 derrotas - 43 pontos (43,4%) 7º Pedro Caixinha (2025) - 17 jogos - 6 vitórias, 4 empates e 7 derrotas (43,1%). 8º Fabián Bustos (2022) – 28 jogos - 8 vitórias, 12 empates e 8 derrotas (42,8%) 9º Ariel Holán (2021) - 12 jogos - 4 vitórias, 3 empates e 5 derrotas (41,6%) 10º Lisca (2022) - 8 jogos - 2 vitórias, 3 empates e 3 derrotas (37,5%) 11º Orlando Ribeiro (2022) – 12 jogos - 4 vitórias, 1 empate e 7 derrotas (36,1%) 12º Paulo Turra (2023) - 7 jogos – 1 vitória, 3 empates e 3 derrotas - 6 pontos (28,5%) 13º Diego Aguirre (2023) - 5 jogos – 1 vitória e 4 derrotas – 3 pontos (20%) **A Tribuna não considerou auxiliares que assumiram o time interinamente desde 2021.