Peixe voltou a tropeçar em casa, para desespero da torcida que foi à Vila (Alexsander Ferraz/AT) Tinha tudo para ser uma sexta-feira (30) perfeita na Vila Belmiro. Porém, o Santos somou sua quarta partida sem vitória, ao empatar em 2 a 2 com a Ponte Preta, pela 24ª rodada da Série B. Com o resultado, o Peixe chega a 40 pontos e dorme na liderança. Mas não impediu as vaias da arquibancada. O próximo jogo será contra o Brusque, no próximo sábado (7), na Arena Joinville. O jogo O Santos, que vinha de três jogos sem triunfos, contava com um simples empate para “dormir” na liderança da Série B. Mesmo sem o zagueiro Jair, em meio a negociações e que pediu para não ser relacionado – João Basso jogou no seu lugar – buscava uma melhora de desempenho para apagar uma crescente desconfiança da torcida. Em campo, o Peixe começou o jogo em cima dos visitantes, subindo a marcação, com Weslley Patati e Guilherme se movimentando bastante. Do lado campineiro, os comandados de Nelsinho Baptista pouco faziam mudar o panorama – e ainda atrapalhados perlo árbitro Savio Pereira Sampaio, que obstruiu um lance de ataque. Melhor em campo, o Santos abriu o placar aos 23. Após jogada de Guilherme pela esquerda, Wendel desviou de cabeça e Giuliano completou para as redes. Alívio para Fábio Carille, que não viu o time balançar as redes nos dois jogos anteriores em casa (Avaí e Amazonas). Aos 32, o Peixe ampliou com um gol de “centroavante” do zagueiro João Basso. Após escanteio da direita, a bola sobrou para o defensor, que ajeitou com categoria dentro da área e mandou a bomba. Um golaço. Pouco depois, Wendel ficou a centímetros de marcar o terceiro. Parecia um Santos diferente dos últimos jogos, mais ágil e inteligente. Tinha jeito de goleada pintando. Aos 43, Hayner cruzou para Guilherme, que mandou de cabeça para o gol, mas a bola saiu. A situação piorou para a Ponte nos minutos finais da etapa inicial, quando Elvis foi expulso por reclamação. Na volta do intervalo, poucas mudanças. Aos 9 minutos, Weslley Patati fez boa jogada com Wendel Silva e ficou frente a frente com o boleiro, mas parou em Pedro Rocha. Até que, aos 10 minutos, a Macaca diminuiu: Jeh ganhou de João Basso, arrancou e tocou na saída de Gabriel Brazão. Fábio Carille, então, fez duas mudanças: JP Chermont no lugar do contestado Hayner, e Otero na vaga de Weslley Patati. De cara, o venezuelano arriscou da entrada da área, com perigo para a meta campineira. Aos 38, outra vez Otero, agora em cobrança de falta, deu trabalho para Pedro Rocha. A dificuldade do Santos em “matar o jogo” cobrou o preço mais uma vez. Aos 45, em uma bobeada de Rodrigo Ferreira, a bola chegou para Dodô, que finalizou para a rede de Gabriel Brazão, empatando o confronto. Ficou o gosto amargo de (mais) dois pontos perdidos.