A Novibet, que assinou com o Santos este ano por três temporadas, classifica o contrato como "suspenso" (Reinaldo Campos/Santos FC) Representantes do Santos terão uma semana de reuniões importantes para discutir os impactos da proibição às bets no País. A medida provisória (MP), assinada na última sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou dirigentes de clubes preocupados com o futuro do futebol brasileiro sem o patrocínio das casas de apostas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Dos 20 times do Brasileirão, 14 têm empresas do setor como patrocinador master, inclusive o Santos, que estampa a Novibet em seu uniforme. Pelo contrato, a casa de apostas paga R\$ 35 milhões anuais ao Peixe, com variáveis que podem fazer o clube mais do que dobrar o faturamento. Nesta segunda (28), Caio Lacerda, executivo de marketing e negócios do Santos, e David Figueiredo, compliance officer do clube, participam de encontros, em São Paulo, com representantes da Novibet e da Federação Paulista de Futebol (FPF). A Tribuna apurou que a casa de apostas classificou o termo assinado com o clube como “suspenso”. Por outro lado, como a Novibet considera o Santos muito importante estrategicamente, a empresa quer discutir a possibilidade de manter a parceria de alguma forma. Lacerda e Figueiredo também participarão de reunião convocada pela FPF com todos os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro que são filiados à federação. Presidente em Brasília Nesta terça (29), o presidente Marcelo Teixeira vai a Brasília participar de uma reunião com os ministros do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, da Fazenda, Dario Durigan, e da Casa Civil, Miriam Belchior. Um dos assuntos em pauta deve ser o plano de socorro aos clubes brasileiros, em estudo pelo Governo Federal. A ideia é viabilizar até R\$ 20 bilhões para pagamento de dívidas por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Após a assinatura da medida provisória, na semana passada, o Congresso Nacional tem até 120 dias para analisar, debater e votar a MP. Deputados federais e senadores só devem começar a discutir o assunto após o segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro.