[[legacy_image_7759]] O Santos divulgou nesta terça-feira (11) o balanço contábil do segundo trimestre de 2020 com deficit de R\$ 21,9 milhões. Nos três primeiros meses do ano, o Alvinegro já havia amargado prejuízo de R\$ 19,7 milhões. Até junho, a gestão do presidente José Carlos Peres contabilizou prejuízo de R\$ 41,6 milhões. Assim como em 2018, Peres teve as contas de 2019 reprovadas pelo Conselho Deliberativo e pelo Conselho Fiscal, em que pese o superavit de R\$ 23,5 milhões. O dirigente teve direito a se justificar, mas os argumentos não foram aceitos pelos conselheiros e o caso é investigado pela Comissão de Inquérito e Sindicância do clube. Em caso de comprovação de fraudes ou transgressões ao estatuto, ele poderá sofrer um novo processo de impeachment. O mandato de Peres vai até dezembro. "É notório que estamos vivendo um momento atípico, que afetou toda a economia mundial e não está sendo diferente para os clubes de futebol. A paralisação dos campeonatos refletiu significativamente na redução das receitas, bem como na redução de custos diretamente ligados às atividades relacionadas aos jogos", justifica a diretoria no documento, referindo-se à pandemia do novo coronavírus. Alguns pontos do relatório chamam a atenção. De acordo com o documento, a folha de pagamento do segundo trimestre ficou 81,37% acima do orçado (R\$ 34 milhões). Por outro lado, as receitas recorrentes ficaram 29,75% abaixo do que foi orçado. Com TV, publicidade estática e pay-per-view a arrecadação foi de apenas R\$ 5,1 milhões, contra R\$ 24,2 milhões no primeiro trimestre.