As eleições no Santos acontecem em dezembro, mas apesar de ainda não confirmar se será candidato à reeleição, o presidente Marcelo Teixeira disse que o clube precisa traçar o planejamento da próxima temporada, independentemente do processo eleitoral. Além de Neymar, Gabigol, Arthur e Philippe Coutinho, entre outros, terem contratos somente até o final de dezembro, o técnico Cuca e a sua comissão estão na mesma situação. O futuro, porém, só vai ser definido após os sócios elegerem o novo mandatário, no pleito que ainda não tem data marcada. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! "A tendência é o Santos fazer a sua parte, a diretoria fazer até um limite e aguardar, lógico, o processo eleitoral para o ano que vem. Para que aí sim, ao final dele, a gente ter a possibilidade da continuidade desses contratos ou não. Não são todos que hoje fazem parte do grupo, mas ao menos traçar o que é necessário, o planejamento com a comissão técnica e o futebol junto ao elenco, para que a gente consiga fazer as devidas previsões". Segundo Teixeira, quatro das cinco contratações feitas nesta janela de transferências (Arthur, Lima, Everton Cebolinha e Philippe Coutinho) assinaram compromissos somente até o final de dezembro, levando este aspecto em consideração. O único contratado que chegou com vínculo até o fim de 2027 foi Rodinei. "São contratos com valores que estão dentro do orçamento, mas que podem ser alterados devido à própria eleição, de acordo com as propostas dos projetos que aconteçam a partir de 2027. Ao início das tratativas, nós temos que fazê-las, independente do processo eleitoral, porque o Santos tem um planejamento que não se encerra em três anos e deve permanecer de acordo com aquilo que está sendo previsto e programado. É obrigação da gestão, para que a gente consiga manter um bom grupo, ao menos jogadores que estejam hoje muito identificados". Empréstimo de Gabigol termina em dezembro Emprestado pelo Cruzeiro até o final da temporada, Gabigol é um dos destaques do time. Artilheiro do Peixe este ano, com 21 gols em 42 jogos, o camisa 9 é um caso à parte. Valorizado após mais uma passagem pela Vila Belmiro, o atacante é muito caro para os padrões nacionais e, mais ainda, para o Santos. Como ele tem contrato com a Raposa até o final de 2028, o clube mineiro pode reintegrá-lo ao elenco ou tentar negociá-lo. O alto custo, porém, tanto para uma compra quanto para bancar o salário milionário, o deixa longe do Alvinegro. "O Cruzeiro paga parte dos salários e o Santos complementa os vencimentos. É um contrato com valor alto para os padrões do futebol brasileiro. Nós já prevíamos que ele, dentro de casa, na sua identificação com o Santos, com a torcida, com a sua história, poderia reviver os bons momentos. É o que está acontecendo com ele, é o que aconteceu com o Neymar, nós temos outros exemplos claros, quando os jogadores conseguiram se recuperar aqui nos últimos anos".