Gabriel Menino ouve instruções de Cuca antes de entrar no jogo, em que saiu de campo lesionado (Raul Baretta/Santos FC) O Santos voltou de Curitiba comemorando a classificação às oitavas de final da Copa do Brasil, após a vitória sobre o Coritiba, mas teve duas baixas para as próximas rodadas do Brasileirão e da Copa Sul-Americana. Os volantes João Schmidt e Gabriel Menino deixaram o gramado do Estádio Couto Pereira, na capital paranaense, com lesões musculares e preocupam o técnico Cuca, que disse que vai precisar rodar o elenco. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! João Schmidt, muito elogiado pelo treinador após a vitória de domingo, sobre o Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, havia recuperado a condição de titular, ganhando a vaga de Willian Arão. Mas sofreu uma lesão muscular na coxa direita, aos 5 minutos do primeiro tempo em Curitiba, e deve ser desfalque por algumas semanas. O caso de Gabriel Menino parece ser ainda mais sério. Ele não atuava desde o dia 22 de março, quando sofreu uma lesão muscular na coxa direita, no empate sem gols contra o Cruzeiro, na estreia de Cuca no comando santista. Após longo tempo de recuperação, Menino entrou na partida contra o Coritiba no meio da etapa final e voltou a se machucar, aos 49 minutos. Deixou o campo chorando, consolado por Neymar, e vai passar por exames nesta quinta (14) para detectar o grau da lesão na coxa direita. Para o jogo contra o Coritiba, neste domingo (17), às 11 horas, na Neo Química Arena, pela 16ª rodada do Brasileirão, Cuca tem três opções para escolher os dois volantes: Christian Oliva, Willian Arão e Gustavo Henrique, que voltou a jogar alguns minutos nesta quarta, após se recuperar de lesão muscular no adutor da coxa esquerda. Com pouco tempo para recuperação e treinos, Cuca disse que os jogadores precisam se preservar para o importante jogo de domingo, já que a classificação do Brasileiro está embolada e o Peixe não ocupa posição confortável. O time é o 15º, com 18 pontos, apenas um acima da zona de rebaixamento. “Esse pessoal acaba pegando ritmo de jogo no próprio jogo. Tem que cuidar da alimentação, do repouso, é o melhor treinamento, para poder domingo estar em boa condição de fazer bom jogo contra o Coritiba. É outro campeonato, temos 18 pontos, o Coritiba, 20, tem meia dúzia (na verdade, cinco) times com 18 pontos. Temos que ter muito respeito pelo Coritiba”, pregou. Confiança em alta Após um período turbulento, quando o time chegou a sete jogos sem vitória, a equipe vive, enfim, um momento de paz após dois triunfos seguidos, que inverteram a situação. Agora, o time acumula série de sete partidas sem perder. “Vínhamos buscando o resultado, mas tinha condição de jogo bem jogado e não estávamos ganhando. Ficamos sete jogos sem vencer, e meia dúzia de empates. Um com Palmeiras fora, San Lorenzo fora, Bahia fora, não pode dizer que é um resultado ruim. Hoje (quarta) foi um jogo igual e pudemos vencer mais uma vez com um campo cheio. O resultado, a vitória, é ela quem dá a confiança para o jogador. Quando a gente tem uma vitória, como no domingo, contra o Bragantino, vai elevando a confiança de todo mundo. O campeonato é muito duro”. Questionado se a equipe fica mais equilibrada sem Gabigol no quarto ofensivo, já que o atacante contribui pouco na marcação, Cuca disse que não abre mão do camisa 9. “O que a gente procura é essa estabilidade. Tivemos essa estabilidade lá fora contra o San Lorenzo, mesmo com Gabigol e Neymar. Não abro mão de jogador nenhum, nem do Gabigol. Daqui a pouco terá oportunidade de jogar junto. É disputa jogo a jogo e respeito às características do jogador. Estamos encontrando no toque de bola, na evolução com a bola, velocidade da bola, as jogadas. Hoje até não foram tantas finalizações, mas foram mais precisas. Está ótimo”. Dívida com o elenco Cuca também foi perguntado sobre os constantes atrasos do Santos, nos últimos meses, no pagamento de direitos de imagem e salários. O clube estava com dois meses de direitos de imagem e os salários de abril atrasados. Aliviando para a direção, o técnico disse que o problema é comum em vários clubes. “Não é uma coisa só nossa, diversos clubes passando por isso, futebol é muito caro. O ideal era pagamento em dia, todo cidadão que trabalha tem que receber em dia. Temos que entender a situação que foge. Falo para eles: melhor ter a ver do que estar devendo. Daqui a pouco sai os dois juntos, para poder fazer uma compra”, brincou.