A dívida do Santos, na gestão de Marcelo Teixeira, ultrapassou a cifra de R\$ 1,2 bilhão, segundo relatório do Conselho Fiscal (Vanessa Rodrigues/AT) O Santos encerrou o primeiro semestre de 2026 com um déficit acumulado de R\$ 119,7 milhões, de acordo com o Parecer do Conselho Fiscal do clube, que ainda aponta um aumento da dívida para R\$ 1,24 bilhão no período até junho. A informação foi divulgada pela ESPN. O valor é superior ao saldo negativo de R\$ 73,7 milhões inicialmente projetado no orçamento para o período. Segundo o balancete, o clube teve receitas acima do previsto - R\$ 126,4 milhões,que superaram os iniciais R\$ 91,4 milhões estimados - mas viu os custos ultrapassarem os R\$ 108 milhões planejados, chegando a R\$ 165 milhões. A previsão de folha salarial superou a expectativa do orçamento. As contas apontaram que inicialmente a estimava era de R\$ 57,2 milhões e chegou ao custo de R\$ 74,2 milhões para o clube. O parecer do Conselho Fiscal aponta que a dívida real chegou a R\$ 1,24 bilhão ao final de junho, divergindo com as demonstrações financeiras apresentadas oficialmente pela direção. "O Passivo Total do clube em 30/06/2026, excluindo as receitas diferidas, de acordo com o balancete fornecido pelo clube ao Conselho Fiscal, foi de R\$ 1.193.159.000. Em 31/03/2026 era de R\$ 1.094.039.000. Contudo, no entendimento deste Conselho Fiscal, o passivo total deveria ter sido reconhecido em R\$ 1.163 739.000 em 31/03/2026 e em R\$ 1.241.534.000 em 30/06/2026", explica o documento. O diagnóstico ainda esclarece que "a exclusão das receitas diferidas decorre de valores já garantidos em contrato, mas que ainda não foram financeiramente reconhecidos." O órgão complementa que a divergência acontece devido ao reconhecimento das dívidas por parte do clube. "Desde o último relatório, o Conselho Fiscal identificou divergência de entendimento quanto ao tratamento contábil de obrigações de direitos de imagem formalizadas por meio de instrumentos de confissão de dívida", esclarece o documento. "O Conselho Fiscal entende que, após a formalização da confissão de dívida, a obrigação passa a constituir passivo exigível, devendo ser registrada integralmente e classificada entre circulante e não circulante", conclui. Movimentação na janela de transferências Apesar do mau momento financeiro do clube, o técnico Cuca ganhou reforços. Visando a reta final do Campeonato Brasileiro e uma vaga na semifinal da Sul-Americana, o Santos realizou contratações utilizando a estratégia de contratos de curta duração com atletas livres no mercado. Ao todo, quatro jogadores foram apresentados. O meia Arthur, de 30 anos, estava livre no mercado após rescindir seu contrato com a Juventus, da Itália, acertando com o Santos até o final da temporada. O lateral-direito Rodinei, tinha vínculo com o Olympiacos, da Grécia, até junho de 2027, mas foi liberado pelo clube, fechando até dezembro de 2027. Outro reforço do meio-campo, Lima veio do Fluminense para acertar com o Santos até o fim da temporada. Já o atacante Everton Cebolinha, de 30 anos, chegou do Flamengo e tem contrato até o final do ano. O meio-campista Philippe Coutinho, de 34 anos, também deve assinar contrato até dezembro, mas ainda não foi anunciado oficialmente. A contratação foi um pedido expresso de Neymar à diretoria do Santos. O camisa 10 também já havia indicado Arthur, outro amigo pessoal do astro. Coutinho iria realizar exames médicos nesta sexta-feira (11) na Cidade.