O Santos, de Giuliano, voltou ao G4 da Série B com a vitória sobre o Goiás (Raul Baretta/ Santos FC) Em um jogo sofrido, definido com uma falha bizarra do goleiro Tadeu, do Goiás, e com um belo gol do atacante Willian Bigode, o Santos interrompeu a série de quatro derrotas na Série B do Campeonato Brasileiro, na noite desta quarta (19), na Vila Belmiro. A vitória por 2 a 0 diminui a pressão sobre o técnico Fábio Carille e o coordenador de futebol, Alexandre Gallo, que estavam ameaçados de demissão em caso de novo tropeço e levaram o Peixe momentaneamente de volta ao G4. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Com o resultado, o Peixe chegou aos 18 pontos e subiu para a quarta colocação, mas o time ainda pode perder duas posições se Sport e Mirassol vencerem os seus jogos contra, respectivamente, Ceará e Vila Nova, nesta quinta (20), ambos fora de casa. Aliviado, o Alvinegro volta a campo na próxima terça (25), às 19 horas, no Estádio Municipal de Mirassol, contra o time da casa, pela 12ª rodada. Poucas emoções Sem grandes emoções na etapa inicial, o jogo começou com domínio santista, que tinha dificuldade em furar o bloqueio armado pelo time goiano, postado inteiramente no campo defensivo. Aos 7, a primeira chance, com Guilherme, terminou com um tiro do atacante por cima do gol. As investidas do Santos consistiam em acionar ora Pedrinho pela direita, ora Guilherme na esquerda, mas as jogadas terminavam com bolas alçadas à área ou chutes, ambos rechaçados pela defesa goiana. Jogando nitidamente para travar o jogo e gastar tempo, a postura do Goiás irritou a torcida, já impaciente com a falta de criatividade do Peixe, que não ameaçava o gol de Tadeu. Nem a inversão dos pontas, com Guilherme na direita e Pedrinho na esquerda, melhorou o rendimento da equipe. As melhores oportunidades surgiram no final do primeiro tempo. Aos 41, JP Chermont cruzou para a área, Guilherme desviou de cabeça e Giuliano completou para defesa de Tadeu, que mandou a escanteio. Aos 44, JP Chermont mandou uma bomba de fora da área, mas Tadeu fez grande defesa, no ângulo direito, mandando de novo a escanteio. Não havia tempo para mais nada e o time foi ao vestiário ouvindo protestos de torcedores. Com uma "forcinha" de Tadeu Sem alterações, o Santos voltou para o segundo tempo com os mesmos problemas da etapa inicial. A ineficiência ofensiva e os erros de passe foram minando ainda mais a paciência dos torcedores. A pressão das arquibancadas refletia em falhas primárias da equipe. Fosse num contra-ataque mal articulado e desperdiçado por Guilherme, Furch e Giuliano, aos 5, ou numa conclusão errada de Giuliano, aos 11. Dentro da grande área, de frente para o gol, o meia chutou à esquerda. Aos 21, o técnico Fábio Carille tentou dar mais força ao ataque, sacando Pedrinho e Julio Furch para as entradas de Otero e Willian Bigode, mas foi o Goiás, aproveitando os espaços deixados pelo Alvinegro, quem teve as melhores chances para abrir o placar. Aos 22, em rápido contragolpe, Douglas Borel invadiu a área pela direita e bateu cruzado, à direita do gol de Brazão. Aos 24, Pedrinho completou cruzamento de Paulo Baya e quase tirou o zero do placar. Aos 30, Carille mexeu de novo, tirando Giuliano para a entrada de Serginho, mas o clima na Vila Belmiro continuava tenso, com cobranças dos torcedores a cada ataque perdido ou erro da equipe. Aos 33, Otero testou Tadeu em batida de longe, mas o arqueiro estava atento e defendeu. Aos 35, porém, o bom goleiro goiano, sondado pelo Peixe no início da temporada, falhou feio. Otero alçou a bola à área, Douglas Borel cortou para o alto e o goleiro, sozinho, subiu para segurar a bola, que escorregou de suas mãos e entrou no gol. Explosão de alívio no Alçapão. O gol abateu o Goiás, que levou o segundo em contra-ataque veloz de Willian Bigode. O atacante arrancou da intermediária, se livrou da marcação na entrada da área e bateu no canto direito de Tadeu, para selar o importante triunfo alvinegro. Na saída dos times de campo, os torcedores não perdoaram o goleiro goiano, aos gritos de "Tadeu, Tadeu!"