Velho roteiro: o Santos, de Neymar e Cuca, vive novamente um pesadelo no Brasileirão (Raul Baretta/Santos FC) O fantasma do rebaixamento voltou a assombrar a Vila Belmiro. Assim como no ano passado, o Santos sofre com os maus resultados e vê aumentar a pressão da torcida, apreensiva com a ameaça de uma nova queda. E com razão, porque três anos depois do descenso, no Brasileirão de 2023, a situação do Peixe é exatamente a mesma após 21 jogos no campeonato. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Há três anos, o Alvinegro fechava a 21ª rodada do Brasileirão com uma derrota por 2 a 0 para o Atlético-MG, na Arena MRV, em Belo Horizonte. O resultado deixou a equipe em 17º lugar, com 21 pontos. Agora, apesar de a 22ª rodada ter sido disputada no final de semana passado, o Santos só fez 21 jogos. A partida contra o São Paulo, pela 21ª rodada, foi adiada em razão do confronto santista na Copa Sul-Americana, contra o Universidad Central, da Venezuela, e ainda não tem data definida. E como há três temporadas, o desempenho da equipe continua ruim. Com a derrota para o Athletico-PR, por 2 a 0, domingo, na Vila Belmiro, o Peixe retornou à área de risco, em 17º lugar, com 22 pontos. Das 21 rodadas do Brasileirão, o Alvinegro esteve entre os quatro últimos colocados em seis, três com o ex-técnico Juan Pablo Vojvoda e três com Cuca. A irregularidade tem sido a marca do time, que teve o 14º lugar como a melhor colocação no campeonato. Sequência pesada Além da situação delicada na tabela, a sequência no Brasileirão é difícil. Neste domingo (16), o time enfrenta o Vasco, às 16 horas, em São Januário, no Rio de Janeiro, e no dia 23, o Mirassol, no Alçapão. Ambos os adversários diretos na luta contra a queda. O time carioca é o 18º, com 22 pontos, e o paulista, 15º, com 23. Depois serão dois confrontos seguidos fora, diante do Corinthians e do Internacional, ainda sem datas definidas pela CBF. Todos os jogos intercalados com partidas das Copas Sul-Americana e do Brasil. Sem possibilidade de contratar reforços, em razão do transfer ban imposto pela Fifa, o clube também tenta solucionar a dívida de dois meses de direito de imagem atrasados com o elenco. Sem caixa, o desejo de Cuca, que fez um desabafo pedindo reforços após o jogo contra o Athletico-PR, deixa o ambiente na Vila Belmiro mais tenso e o futuro, incerto.