Torcedores protestaram nas primeiras sessões e prometem marcar presença nesta quinta, na Vila (Foto AT) O Conselho Deliberativo (CD) retoma nesta quinta (28), a partir das 19h30, a votação do novo estatuto do Santos na Vila Belmiro, quando serão apreciadas algumas emendas polêmicas, que, se aprovadas, podem interferir no processo eleitoral do clube. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Assim como nas duas primeiras sessões, membros de torcidas organizadas prometem pressionar os conselheiros, para evitar o que eles consideram um “golpe” da gestão para privilegiar o atual grupo político que comanda o Alvinegro. Na primeira sessão, no dia 18, centenas de torcedores se reuniram do lado de fora da Vila, num forte protesto contra o presidente Marcelo Teixeira e alguns conselheiros, entre eles, o presidente da Comissão de Estatuto, Celso Pires, e o presidente do CD, Fernando Akaoui. No final da votação, os torcedores hostilizaram os integrantes do Conselho, que deixaram o encontro sob escolta de policiais militares da Tropa de Choque. A votação foi retomada no dia 21, quando um forte esquema de segurança foi montado em frente ao estádio. A entrada e saída dos conselheiros foi alterada para evitar encontro com os torcedores e a Guarda Municipal foi acionada pelo clube, fazendo valer a Lei do Silêncio, a partir das 22 horas. No primeiro dia, a bateria da Torcida Jovem esteve presente e os membros da organizada explodiram bombas no entorno da Vila após este horário. Emendas polêmicas vão à votação Entre as emendas que serão votadas nesta quinta, as que se referem ao artigo 35, que trata dos requisitos de elegibilidade e nomeação do Comitê de Gestão, é a que gera mais apreensão. O atual estatuto prevê que candidatos a presidente e vice-presidente tenham, no mínimo, 10 anos de filiação associativa ininterrupta, nas categorias Fundador, Titulado, Benemérito e/ou Contribuinte. No entanto, das três propostas de emenda, duas delas passam a exigir que candidatos à presidência tenham cumprido um ou dois mandatos no CD. A outra proposta mantém o que prevê o estatuto atual. Opositores da gestão de Marcelo Teixeira criticam a modificação deste artigo, que tiraria da disputa candidatos que não tenham passado pelo CD. Alguns conselheiros também defendem que, se aprovada a exigência de mandato no Conselho, as mudanças só passem a valer nas eleições de 2029, já que o clube realizará o pleito em dezembro próximo. Para ser aprovada, cada emenda deve ter maioria simples na votação dos conselheiros. Após finalizado o processo no CD, o presidente do Conselho tem 30 dias para convocar a Assembleia Geral de Sócios, que votarão todas as mudanças em bloco. Para aprovar o novo estatuto, são necessários dois terços dos votantes na assembleia.