Neymar da Silva Santos e Marcelo Teixeira, durante inauguração da nova estrutura da base, em junho de 2025 (Reinaldo Campos/Santos FC) O Santos renegociou mais uma vez a dívida com a NR Sports, referente aos direitos de imagem do contrato de Neymar. Os US\$ 15 milhões (cerca de R\$ 85 milhões à época da assinatura do primeiro contrato, em janeiro de 2025), que já haviam sido repactuados para serem quitados até o final deste ano, foram alongados mais uma vez, em 48 vezes. A informação foi divulgada pelo jornalista Rodolfo Gomes e confirmada por A Tribuna. Inicialmente, o primeiro contrato firmado entre o Alvinegro e a empresa do pai de Neymar, que tinha duração de apenas cinco meses, até o final de junho passado, previa o pagamento dos R\$ 85 milhões até o fim de julho de 2025. Em junho do ano passado, o presidente Marcelo Teixeira renovou o vínculo do camisa 10 até o final de 2025 e renegociou a dívida com NR Sports, esticando o prazo até o fim de sua gestão, em dezembro deste ano. Com dificuldade de caixa, o Alvinegro foi obrigado a negociar novamente o alongamento do prazo para quitar o montante, desta vez, em 48 parcelas. A Tribuna apurou que o primeiro pagamento foi efetuado em janeiro. Com isso, o débito só será encerrado no final de 2029, atravessando os três anos da próxima gestão. Alegando confidencialidade contratual, Santos e NR Sports não divulgam os valores dos direitos de imagem que já foram pagos pelo clube. Ao contrário destes direitos, os salários de Neymar, de mais de R\$ 4 milhões mensais, estariam sendo pagos em dia. “Herança maldita” Desde que assumiu o Santos, em janeiro de 2024, Marcelo Teixeira reclamou diversas vezes de dívidas herdadas de gestões anteriores, que geraram dois transfer ban da Fifa ao Alvinegro no primeiro ano da gestão. Em fevereiro de 2024, o clube pagou R\$ 4,7 milhões para liquidar um débito com o argentino Fabián Bustos, um dos técnicos contratados na gestão de Andres Rueda. Em abril de 2024, o clube negociou com o Krasnodar, da Rússia, uma dívida pela compra do meia peruano Cueva, adquirido na gestão de José Carlos Peres. O débito, de US\$ 4,5 milhões (cerca de R\$ 22 milhões) foi dividido em quatro parcelas, derrubando o segundo transfer ban. Em janeiro deste ano, o Peixe sofreu outro transfer ban, por uma dívida com o Arouca, de Portugal, pela compra do zagueiro João Basso, na gestão Rueda, que pagou apenas a primeira parcela do negócio. As outras não foram pagas por ele, nem pela atual gestão. Com a punição, a gestão de Marcelo Teixeira divulgou nota criticando gestões passadas. “Mais um exemplo de ‘herança maldita’ de gestões passadas que tumultuam e dificultam demais o trabalho de reorganização realizado pela atual diretoria. Independentemente de todas essas dificuldades, o trabalho seguirá firme", dizia ao texto. O débito, de cerca de R\$ 15 milhões, foi pago no mês passado, dando fim ao transfer ban. O mesmo roteiro Apesar das críticas às gestões anteriores, o atual mandatário também vai deixar dívidas ao seu sucessor. A principal será referente ao contrato de imagem de Neymar com a NR Sports, que se for paga em dia, só vai terminar em dezembro de 2029, no último mês da próxima gestão, que assumirá o Santos em janeiro de 2027. Um processo do técnico Pedro Caixinha, o segundo técnico na gestão Teixeira, também corre na Fifa, cobrando o Santos em mais de R\$ 15 milhões pela quebra de contrato. Contratado em dezembro de 2024, o treinador português foi demitido em abril de 2025.