[[legacy_image_212333]] O Relatório Fiscal do 2º trimestre de 2022 do Santos, obtido por A Tribuna, que será apresentado em reunião do Conselho Deliberativo do clube na noite desta terça-feira (4), na Vila Belmiro, mostra que os gastos com o elenco profissional aumentaram em 12,31% se comparados aos gastos do 1º trimestre deste ano. Por outro lado, a atual gestão conseguiu um superavit de R\$ 794,5 mil, quando o orçamento previa um deficit de R\$ 14 milhões. De acordo com o relatório do Conselho Fiscal, não estava prevista qualquer receita com vendas de direitos federativos e empréstimos de jogadores neste segundo trimestre. Contudo, neste período ocorreram três créditos referentes às vendas de Thiago Maia (negociação entre Lille, da França, e Flamengo), Kaio Jorge, vendido à Juventus, da Itália, e Luan Peres, negociado com Olympique de Marseille, da França, e isso representou a entrada de R\$ 14.407.879,00 nos cofres do clube. Isso, no entanto, não traz tranquilidade. O CF, na conclusão enviada ao conselheiros, manifestou preocupação com o aumento de gastos com o elenco profissional diante das seguidas eliminações do time nos principais campeonatos do ano. “É repetitivo de nossa parte, sem um aumento significativo das receitas somado à venda de atletas por um ótimo valor, não conseguiremos fechar nossas contas, com risco eminente de não cumprirmos os acordos firmados”, se posicionou o órgão. “Nos causa preocupação quando colocamos na balança os resultados obtidos dentro de campo, com as sucessivas eliminações de campeonatos que remuneram muito a cada avanço de fase. Ou seja, aumentamos nossas despesas e continuamos reduzindo nossas receitas em premiações. Um equilíbrio minucioso entre as receitas ordinárias e outros custos operacionais é importante, porém, não resolvem nossos problemas”, continuou o CF. Dívidas a longo e curto prazo Neste 2º trimestre, o Santos não registrou endividamento. Já em relação às dívidas de curto e longo prazo, a atual situação do Santos mostra que o total, ao término deste período, era de R\$ 518 milhões, sendo R\$ 260 milhões a curto prazo e R\$ 258 milhões a longo prazo. Por outro lado, ativo do clube, ao fim do 2º trimestre, era de R\$ 238 milhões, sendo R\$ 91 milhões a curto e R\$ 147 a longo prazo. Neste período, entre o orçado e realizado, o Santos obteve um saldo positivo na bilheteria dos jogos. O Peixe previa receber R\$ 3,8 milhões com a venda de ingressos, mas obteve R\$ 4,2 milhões. Isso representa uma diferença de R\$ 453 mil.