"Atleta bem treinado tende a ter menos lesão", afirma o preparador físico do Santos, Omar Feitosa (Raul Baretta/Santos FC) O Santos viveu um primeiro semestre turbulento, com eliminação precoce no Paulistão, nas quartas de final; além de lidar com a gangorra no Brasileirão, com entradas e saídas da zona de rebaixamento. A irregularidade, marcada por resultados ruins, várias vezes deixou evidente a falta de condicionamento físico do time, que frequentemente caia de produção no segundo tempo dos jogos. Agora, na intertemporada, a missão do preparador físico Omar Feitosa é colocar o elenco nos trilhos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Naturalmente, quando um jogador para por 21 dias, mesmo seguindo em casa as atividades que passamos, existe um decréscimo. Tanto na parte cardiopulmonar quanto de força. Então estamos em um processo de readaptação dos trabalhos, mas já treinando com bola, evoluindo desde o primeiro dia”, disse Feitosa, antecipando o que vem por aí a partir da próxima semana. “A partir de segunda-feira (29), já passaremos para a comissão (técnica) iniciar os trabalhos táticos, sempre envolvendo a parte física. Todas essas atividades visam entregar o elenco na melhor condição possível para o treinador conseguir desenvolver o trabalho”, afirmou. Maior tempo de preparação Ao todo, o Peixe terá 24 dias de intertemporada até o início da caminhada no segundo semestre. O primeiro compromisso será contra o Botafogo, no dia 16 de julho, às 19h30, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pela 19ª rodada do Brasileirão. No início do ano, a pré-temporada foi curta, porque o calendário ficou apertado em razão da Copa do Mundo. Os jogadores se apresentaram no dia 2 de janeiro, ao então técnico Juan Pablo Vojvoda, e o Peixe estreou no Paulistão no dia 10 de janeiro, contra o Novorizontino, na Vila Belmiro. “O cenário ideal é ter um período de preparação mais alongado. Ainda não é o cenário ideal, mas já é melhor do que encontramos quando chegamos aqui. Vamos fazer as correções de rotas que não tivemos a oportunidade num primeiro momento. Ali nós tínhamos mais que cuidar e deixar os atletas em boas condições. Mas agora, com esse tempo de intertemporada, vamos conseguir aumentar o volume e intensidade de treino”, aponta Feitosa. Além de ter mais tempo para condicionar adequadamente os atletas, o preparador físico também chama a atenção para outro detalhe fundamental, quando se tem um período maior de preparação com o elenco. “Naturalmente, atleta bem treinado tende a ter menos lesão. A tendência é que a gente tenha um desempenho melhor, conseguindo diminuir a necessidade de poupar atleta por risco de lesão. A sequência será intensa até o fim do ano e o nosso trabalho é diminuir ao máximo os problemas”, concluiu Feitosa.