Com vínculo até o fim de 2027, o lateral-direito Mayke não faz mais parte dos planos do Santos (Raul Baretta/Santos FC) A decisão do Santos de colocar quatro jogadores em disponibilidade é uma forma de abrir espaço na folha de pagamento para a possível chegada de reforços. Mas isso só será possível se o clube conseguir negociar ou emprestar Mayke, Zé Rafael, Zé Ivaldo e Tomás Rincón, tarefa difícil, principalmente referindo-se aos ex-palmeirenses, que têm histórico de lesões e salários altos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A possibilidade de rescisão não é descartada pela diretoria, mas como Mayke e Zé Rafael têm contratos até o final de 2027, um acordo não teria baixo custo. Com sérios problemas de caixa, o Alvinegro precisaria chegar a um acordo com os jogadores e seus representantes para parcelamento do montante. O cenário que envolve Rincón e Zé Ivaldo é menos nebuloso. O venezuelano tem contrato somente até o fim do ano e o zagueiro, apesar de ter vínculo com o Peixe até o final de 2028, tem baixo custo e uma venda ou empréstimo é mais viável. No início do ano, o Santos o comprou do Cruzeiro por cerca de R\$ 5 milhões. Os vencimentos de Zé Ivaldo também estão entre os menores do elenco. As dificuldades do Santos não param por aí. O técnico Cuca conta com a chegada de reforços, mas com a situação financeira delicada, que tem gerado atrasos de salários e direitos de imagem desde o começo da temporada, atender aos pedidos do treinador não será tarefa fácil. O risco de sofrer transfer ban também é grande, já que a Corte Arbitral do Esporte (CAS) deu vitória ao Monaco, que cobra dívida de cerca de R\$ 12 milhões, referente à última parcela da compra do volante Jean Lucas. Para amenizar a situação, o Alvinegro teria que vender algum jogador. O goleiro Gabriel Brazão chegou a ser sondado por times italianos e turcos antes da parada do calendário para a Copa do Mundo, mas o Santos não recebeu proposta oficial pelo arqueiro titular. Folha milionária Com déficit de R\$ 50,5 milhões no primeiro trimestre de 2026 e folha salarial de quase R\$ 30 milhões (de acordo com relatório do Conselho Fiscal, em março, o clube gastou R\$ 29,6 milhões, entre salários e direitos de imagem), o Santos terá um segundo semestre desafiador. Na noite desta dessa terça (23), a partir das 19h, na Vila Belmiro, o relatório do Conselho Fiscal será apresentado em reunião do Conselho Deliberativo.