[[legacy_image_18106]] O parecer do Conselho Fiscal (CF) do Santos reprovando a venda do zagueiro Lucas Veríssimo ao Benfica, apresentado na reunião do Conselho Deliberativo (CD) desta quinta-feira (3), fez o presidente do Peixe, Orlando Rollo, alertar sobre os riscos de o atleta e companheiros de elenco buscarem a rescisão contratual na Justiça por salários atrasados e deixarem o clube de graça em janeiro. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em entrevista coletiva depois da reunião, Rollo explicou o que deve aos jogadores para que eles possam tentar a rescisão unilateral do contrato. "Recebíveis acumulados dos últimos meses. Estamos tentando pagar. O valor que receberíamos pela venda do Lucas Veríssimo colocaria tudo em dia para o próximo presidente começar do zero. Estou preocupado e foi justamente essa a minha fala aqui (na reunião), para me eximir. Eu e o Comitê de Gestão trouxemos propostas para resolver. O Conselho Fiscal foi contra, nem colocou a proposta do Benfica em votação. Tenho preocupação de ele sair de graça no futuro. Não afirmo que sairá, mas existe a possibilidade, infelizmente", disse Rollo. "O Conselho autorizou a antecipação das cotas de TV da Federação Paulista de Futebol. Com isso pagaremos duas folhas de direitos de imagem e a última parcela dos 30% que faltava do salário com o acordo da pandemia. Então, vamos ficar em dia com salário. No caso dos direitos de imagem, pagaremos julho e agosto. Ou seja, ficaremos desde agosto com imagens atrasadas, além de recolhimento de imposto que estamos renegociando e não pagamos", acrescentou ele. Na reunião desta quinta-feira, o CF e o CD autorizaram o Santos a negociar Veríssimo com o Al Nassr, da Arábia Saudita, por US\$ 6,5 milhões (R\$ 33 milhões) a serem pagos em duas parcelas. A oferta reprovada do Benfica era de 6,5 milhões de euros (R\$ 40 milhões) com pagamentos em cinco vezes. Apesar da aprovação para a proposta saudita, o jogador, anteriormente, já havia manifestado desinteresse em atuar no futebol do mundo árabe. Oferta do Benfica A proposta do Benfica para contar com Veríssimo era de um ano de empréstimo com a obrigação de compra ao término do vínculo provisório. O que vetou a continuidade da negociação foi a forma de pagamento. Os portugueses se comprometeram a pagar a primeira parcela no ato da assinatura do contrato de venda e as demais nos meses de agosto de 2022, 2023, 2024 e 2025. Em crise financeira, a diretoria alvinegra firmaria acordo com um fundo de investimentos belga, que anteciparia o valor com taxas de 5,2% e 5,5% mais custas. Desta forma, o Santos teria direito a receber 5,1 milhões de euros (R\$ 31 milhões). Em posse dessa quantia, ainda seria necessário pagar 15% ao jogador e outros 10% ao empresário por ter intermediado a negociação. Diante disso, entrariam 3,8 milhões de euros (R\$ 23,7 milhões) nos cofres do clube. Oferta do Al Nassr A proposta do Al Nassr prevê o pagamento da primeira parcela dez dias após a assinatura do contrato de transferência e a segunda até o dia 31 de janeiro de 2021. Dos R\$ 33 milhões sauditas, o Santos também precisaria pagar 15% ao defensor e 10% ao empresário pela intermediação. Em razão desses pagamentos, caso Veríssimo aceite defender o Al Nassr, o Peixe terá direito ao total de R\$ 25 milhões.