O diretor-executivo Pedro Martins concedeu entrevista na Vila Belmiro (Vanessa Rodrigues/ AT) O Santos não tem negociações adiantadas com nenhum técnico para substituir Pedro Caixinha, demitido nesta segunda (14). A afirmação foi feita pelo diretor-executivo Pedro Martins, na tarde desta terça (15), em entrevista na Vila Belmiro. A ênfase dada pelo dirigente sobre a questão esfria as especulações sobre um possível acerto com o argentino Jorge Sampaoli, apontado como a possibilidade mais próxima do clube. O auxiliar técnico César Sampaio comanda a equipe nesta quarta (16), às 21h30, na Vila, contra o Atlético-MG. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Classificando a demissão de Caixinha como uma "derrota para a instituição", o dirigente fez um diagnóstico sobre os 100 dias de trabalho no Peixe. E foi taxativo. "O Santos é um clube que precisa ter muito orgulho do seu passado, mas tem que saber a diferença entre orgulho e saudosismo. O saudosismo vai matar o Santos", cravou Martins, ao falar sobre os problemas que verificou nesses pouco mais de três meses no Alvinegro. "Quando chego, me assusto com a compreensão interna. Esse clube parou no tempo e a gente tinha a compreensão de que, depois do acesso, as coisas iam voltar ao normal. Pra conseguirmos fazer o Santos campeão, temos que entender por que o Santos caiu de divisão e o que aconteceu, porque um clube desse tamanho não cai à toa. É muito mais fácil falar do treinador e de que jogadores vai contratar, mas prefiro tratar do problema crônico do que do agudo". Pedro Martins disse que fez parte da decisão de demitir Pedro Caixinha, frisando que os resultados foram determinantes para a queda do português. Mas elogiou o trabalho do treinador, "da porta do CT Rei Pelé para dentro". "Caixinha foi muito importante na mudança da cultura do CT Rei Pelé, desde o início da rotina até o final do dia. Foi importante na modificação e quebra de séries de vícios existentes no CT Rei Pelé, foi importante pra que o Santos se preparasse para o nível de exigência da Série A. Obviamente, ele não ficou por resultado". O diretor-executivo alvinegro também descartou uma possível continuidade de César Sampaio à frente da equipe. "O Cesar, tenho que agradecer porque assumiu o desafio. É o auxiliar da casa e faz a integração com as categorias de base. Tem sido importante. Ele assume como a figura para tocar essa próxima partida. Ele está ciente de que o Santos conduz um processo de seleção (do novo técnico). Estamos no mercado e conversando com algumas pessoas. Isso está claro. Ele e os jogadores sabem que o Santos busca um treinador. Não tomaremos a decisão de maneira abrupta".