[[legacy_image_273165]] A turbulência no Santos ganhou contornos caóticos após a derrota para o Newell’s Old Boys na terça-feira (6), na Vila Belmiro, com ataque de torcedores a atletas do elenco. Apesar de viver o pior momento na temporada, há sete jogos sem vencer (quatro empates e três derrotas) e eliminado de duas competições em uma semana, a direção santista mantém o apoio ao técnico Odair Hellmann, mas um revés contra o Coritiba, sábado (10), vai acirrar ainda mais os ânimos no clube. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Fora das Copas do Brasil e da Sul-Americana, e com uma campanha irregular no Brasileirão, onde ocupa a zona intermediária (12º lugar, com 12 pontos em nove jogos), o Alvinegro enfrentará o lanterna do campeonato, às 16 horas, no Estádio Couto Pereira. Em nove rodadas, o Coxa é a única equipe que ainda não venceu, acumulando três empates e seis derrotas. O time paranaense tem, ao lado do América-MG, a pior defesa do Brasileirão, com 20 gols sofridos. O ataque marcou oito gols, apenas um a menos do que o Santos, que sofre com a inoperância de seu ataque. Em 33 jogos este ano, o Peixe marcou só 34 gols e sofreu 31. Respaldado. Até quando? "Me sinto respaldado, sou treinador do Santos e amanhã (quarta) me apresento para trabalhar e encontrar soluções. Acredito nisso, me concentro nisso e confio no trabalho. Não tem dois caminhos, tem só um. Vir para o CT, trabalhar, retomar e sangrar, suar o máximo possível dentro de tática, técnica e física para conseguir o resultado”, disse Hellmann após a derrota para o time argentino. Apesar do apoio da diretoria e do próprio técnico frisar que se sente respaldado, Odair Hellmann sabe que a temperatura vai subir ainda mais caso a equipe tenha outro insucesso na capital paranaense. Em fevereiro, após uma sequência ruim no Paulistão, com uma derrota e três empates, membros da Torcida Jovem invadiram o CT Rei Pelé para cobrar os jogadores e exigir reforços do presidente Andres Rueda. Pressionado em campo e nas redes sociais, com a divulgação do comunicado ‘Contrata ou Renuncia’, Rueda foi ao mercado e contratou o zagueiro Joaquim, o volante Alison e os meias Lucas Lima e Daniel Ruiz. Os reforços não evitaram a queda precoce no Estadual, pelo terceiro ano consecutivo, todos nesta gestão, em que o clube caiu na fase de grupos e não avançou às quartas de final. Após quatro empates e três derrotas, e eliminações seguidas nas Copas do Brasil e Sul-Americana, em apenas uma semana, torcedores se revoltaram e alguns se excederam. Ao final do jogo contra o Newell’s, rojões foram lançados na direção dos jogadores, que saíam para o vestiário, e o ônibus da delegação foi atingido por pedras e garrafas. Uma derrota em Curitiba deixaria a situação de Hellmann e do coordenador esportivo Paulo Roberto Falcão ainda mais difícil, mas a previsão de pagamento de multa rescisória é um fator que pode mantê-los no cargo. Por outro lado, com um novo revés, a pressão pela troca no comando técnico vai aumentar e o momento na temporada pode ser “ideal”, já que após o jogo em Curitiba, o Brasileirão para por 10 dias em razão da data Fifa. Com isso, o Santos só volta a jogar no dia 21, na Vila Belmiro, contra o Corinthians.